17 maio 2009

Um Silêncio que fala

Um silêncio que fala


Por dizer o que não queria escutar
nem a mim agradei quando disse,
besteiras, inúmeras, difícil era te agradar
por medo de mim mesmo, por medo de não te ter

Tudo o que você desejava, era um beijo
o mais direto e rápido o possível,
para a tua boca calar, aquele sussurro alto
em que você dizia, me beije

Diga o que tiver que dizer,
com os lábios juntos aos meus
Diga o que tiver que dizer,
mas esteja certo, do nosso tempo
nunca perder...

E eu inseguro, preso, em apuros
não sabia pode onde começar
teu olhar me instigava, mas uma palavra eu procurava
o que eu teria que falar pra essa situação contornar ?

Não era a dúvida que te consumia, certa do que queria
você deixava claro no olhar, no seu jeito sensual
seu sorriso que timidamente se transformava
em um convidativo caminho para o bel-prazer

Diga o que tiver que dizer,
com os lábios juntos aos meus
Diga o que tiver que dizer,
mas esteja certo, do nosso tempo
nunca perder...

Agora grito em silêncio, conflito interno
no será me vejo, copiando idéias do meu imaginativo
um passo de cada vez, no aproximar, te ver,
bem de perto, com um olhar a qual quero vivenciar

Suspirando, longe do imaginário, te sinto
bem de perto, e bem perto te desejo
me distancio do não falar, no que desejas
com meus lábios silenciosamente irei falar

Diga o que tiver que dizer,
com os lábios juntos aos meus
Diga o que tiver que dizer,
mas esteja certo, do nosso tempo
nunca perder...


Magno Pinheiro

3 comentários:

Nathi disse...

adorei o poema !

Aline Almeida disse...

Perfeito!

sandra disse...

"Diga o que tiver que dizer,
mas esteja certo, do nosso tempo
nunca perder"...

poema sutil e com ar de " UM SILÊNCIO QUE FALA"

AMEEEEEEEI!