23 maio 2009

Diferente não haveria de ser

Diferente não haveria de ser


Eu esperaria, mas obrigaria o tempo a se curvar a minha vontade
Esqueceria a dor em busca de uma verdade, que só ao lado da minha metade
Eu posso ter, em um campo sem limites, minha voz engrandece sem limites
Por saber que no eco do eterno, teu nome se sobressai, vívido em minha alma ressoa

E povoa a minha mente, criam-se palavras, donas de sentimentos
Todas voltadas para tí, todas procuram por tí, de joelhos
Olhando para uma esfera no céu, tua íris enxerga
Ao longe, a simetria, as formas da musa que irei reverenciar...

Diga, se lá posso, contar histórias, fábulas "do sem você"
De um escritor insano que vivia contando histórias, dramas
Se fantasiava de melancolia, e quando as cortinas abaixavam
E encostavam naquele chão, onde a poeira adornava o passado

Diga, se lá posso, ridicularizar aquele personagem, amargo
Vazio, impuro, esquecido, mergulhado em sí, sem sabor, fôlego...
Me foge, me esquece, não me procura, porque compreende
A falta que faria, ao invés de belas, vazias palavras pronunciar

E em gargalhadas mergulho, quando me dou conta do que realmente deveria falar,
Sobre você !...Sim minha luz, aquela que guia os meus olhos...minha luz
Verdadeira, dona, verdadeira dona do meu olhar, outra dona não haveria de ter
Pois sabes que soberana reina em meu olhar, e sabes que diferente não haveria de ser

E sabes,
que diferente,
não haveria de ser...


Magno Pinheiro

5 comentários:

Nathi disse...

Lindo poema !

Chris disse...

é um estilo assumido...intensidade é a "marca registrada"...sentimentos e sensibilidade presentes. então, o que melhor define o que li chama-se intensidade!

Aline Almeida disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Aline Almeida disse...

Mais uma vez... lindo!!!!
Adorei!!!!!!!

sandra disse...

A pergunta que não quer calar:
_quem é essa metade?! :S
...versos soltos, nos fazem livres à imaginação...! adoooooooooooro!
bjão! gostei! ;D