17 setembro 2007

Sonhos, crianças perdidas

Sonhos, crianças perdidas



Sonhos, crianças perdidas na solidão
imagens distorcidas, sem definição
caminho distante, perdido, sem solução
logradouro da alma cigana que não se apega,
mas que não se desprende de um mito perdido,
de um olhar sem compreensão

Sonhos, crianças perdidas na solidão
veias sem sangue, sem cor
dissolvem-se em vão
doentio consolo em meio a escuridão

Sonhos, os tão sonhados sonhos
onde o choro persegue
onde tudo que é vivo morre
onde o fôlego se dissolve
onde a realidade abraça a ilusão

Sonhos...
os tão sonhados
sonhos

São apenas crianças perdidas...
perdidas na solidão.


Magno Pinheiro

4 comentários:

Andreza disse...
Este comentário foi removido por um administrador do blog.
Andreza disse...

Parabéns!!!
Você realmente tem um dom divino!
Gosto muito de ler seus poemas...
Espero futuramente lê-los em um livro!

Chris disse...

Remeteu à pobreza e a miséria, não a das ruas...mas a da alma.Bjo!Parabéns!

Juliane disse...

Meio angustiante esse seu poema! Gostei da emoção que foi passada!!! Mas sempre fico me perguntando, da onde vem sua inspiração!!! Curiosa, não?!
Beijoo!!