11 julho 2005

Procura-se

Procura-se


Entre ruidos estremecidos
escuta-se um som
batidas de um coração infectado
como continua batendo.

De olhos fechados
sem crimes de visões
a sombra do amanhã
começou no ontem.

Não se procura riqueza,
muito menos pobreza
Não se procura verdade,
muito menos mentira
Não se procura paz,
muito menos a guerra
Não se procura felicidade,
muito menos uma mórbida alegria
Não se procura tristeza,
muito menos uma feliz depressão
Não se procura amizade,
muito menos palavras sem chão
Não se procura amor,
muito menos uma triste relação
Não se procura salvação,
muito menos iluminação.

Não se procura nada,
muito menos compreenção

Procura-se um fim.


Marco Antonio

3 comentários:

Thiago Fiorotti (Boing) disse...

Trata da realidade da vida... Muito bom... Afinal todos nós temos um fim.

Continue assim Marco Antonio

Um abraço

Rodrigo Reis, Magno Pinheiro disse...
Este comentário foi removido por um administrador do blog.
Magno disse...

genial o seu poema...toda vez eu leio e me amarro...

grande marco antonio !