20 abril 2010

Tempo Perdido

Tempo Perdido


A razão do saber é negada
Mentiras são parte de tua alma
Fragilizada buscando respostas
Acontecendo, no agora

Na tentativa de se encontrar
Aonde está o que procura ?
Sem entender, o gosto da palavra
Degusta o doce veneno

Faz dos teus lábios
Armas sem pontaria
Lâminas cegas, território sem lei
Sem cantigas para cantar

Faz a roda ter cantos
Aonde se ecoa o que por dentro
Pode escutar, faz companhia
É a solidão, agora com nomes

No desencontro desenfreado
A misericórdia se afasta
Deseja se encontrar
Quanto alarde...

Quanto alarde...

Tempo perdido...


Magno Pinheiro

31 março 2010

Distância

Distância


Distância, um passo perdido
A sua frente, a minha frente
No nosso lado, ao nosso lado

Mascarado como tão próximo
Sem sentir o pulsar tão esperado
Em fronte ao teu peito

Faz o corpo se aproximar
Faz ser atraído pelo teu
Em um tão carinhoso toque

Vítima da distância
Ao teu redor não me faço
Sou apenas aquele que deseja

Deseja ser teu...
Ser a eternidade encarnada
Enganar a vítima do será...

Quebrar a barreira...
Que vestida pela cor que não posso ver
Me deixa intrigado, as vezes acuado

No momento da dúvida, viscejo
Aquele tão sonhado momento
De tão somente quebrar

A barreira do apenas desejar
Sou vítima e não quero mais
Não quero mais apenas só desejar

Quero ser teu
Assim como queres ser minha
Então que se quebre...

Que se quebre a barreira


Magno Pinheiro



05 março 2010

A distância

A distância


Soube que as estrelas lá do céu
dão no infinito
E que a lua nova vem de lá
E que nesse tempo o meu destino
Surge ao teu lado, tão de mansinho
Querendo te conquistar

Faria das minhas noites mais que sonhos
Mais do que se pode imaginar
E mergulharia no teu colo
No aconchego do teu colo
Em seu calor quero morar

Não faça isso comigo não
És a única que me faz só imaginar
Não faça isso comigo não
Distância...


Magno Pinheiro

20 fevereiro 2010

Ninguém sabe

Ninguém sabe


A manhã vem, renovando o dia que se foi
o sol sobe, removendo o pálido escuro
dentro do seu universo palarelo
aonde tudo pode ser o que se pode ser

Ninguém mais sabe, só se sabe
o que cada um pode saber
tentativas de dizer, ocultar
voando através de idéias

Nuvens feitas de seres estranhos
passeando através de multidões
cada um acomodando, tomando como seu
o ar que suspirava um outro alguém

Misturados, como um turbilhão
um rodamoinho no mar gelado
que um dia teve o calor, sem som
sem cor, salinas

Aglomerado branco, teu tempero
talvez um gosto sem gosto
do que se deseja sentir
não sentir, inerte no querer

Assim como o medo de se ver
aquilo que os olhos fechados
não desejam ver, câmaras escuras
sem se renovar, lareira sem fogo

Sem o sonho, em forma de névoa
que nublava aquele amanhã
aquele distante amanhã
sem o renovar do brilho

Do sol...que um dia desejei.


Magno Pinheiro

10 fevereiro 2010

Que...


Que os teus olhos sejam o farol
da eternidade e na eternidade
A tua metade possa te encontrar

Que os teus lábios sejam o néctar
Que aquele que beija a flor
Possa neles se saciar

Que no teu sorriso se encontre
o reflexo da tua alma,pura e simples,
formosa e natural, sempre

Que a tua pele seja quente
E que no vazio, expulse o frio
E que nela se possa aconchegar

Que o teu toque seja acalentado
E que faça novamente te desejar
Novamente, uma vez mais

Que no teu abraço se encontre
abrigo, livre de tudo
que de você viesse a afastar

Que eternamente assim seja
Que eternamente o teu amor seja
O que eternamente irá completar...

A sua metade...


Magno Pinheiro

02 fevereiro 2010

Somente no Silêncio

Somente no Silêncio


Você se encontra no silêncio
Suas veias choram,
Seu interior é solitário
Encarar os seus fantasmas não é uma opção

Abraçando dúvidas,
Se é necessário falar
Conte os seus segredos
Se descubra uma vez mais

Escalando montanhas, preocupações
Passo a passo, sentindo o mundo ao avesso
Conversando com um estranho
Encarar os seus fantasmas não é uma opção

Se sentindo tão estranho
Ecoam pensamentos esquecidos
O que você deseja entender
Não é o que você deseja encarar

Não perca o seu tempo
Ele ainda está por vir
Se encontre nas horas
Se encontre no silêncio

No passado, se encontre
Mas não se perca, volte
Teus passos deixam marcas
Mas não se esqueça...

No silêncio...
Somente você pode se encontrar.


Magno Pinheiro

01 fevereiro 2010

Saudade do que era bom

Saudade do que era bom

Interpretar a sí mesmo
Tarefa cruel, um olhar pesado
Sugar a alma, sentir o seu tom
celebrar a saudade, se esquecer do que é bom

Vislumbrar sombras, domá-las
Dar-lhe nomes, em um teatro
Sem peça, sem obra
Confuso é o condutor, amoado

Meu canto perdido
Sem notas, se nota
Mimar a sí mesmo
Com a saudade do que é bom

Em um espiral infinito de idéias
Recanto das almas
O falar sem ardor
Agora cinza, sem cor

A quem devo, no silêncio acreditar
Algemado, agoniado
Sem medo da verdade
Mentira...

Com medo daquilo
Que de olhos fechados
Eu pude ver
Verdade...

Saudade daquilo que era realmente bom.


Magno Pinheiro

16 janeiro 2010

É coisa da minha cabeça

É coisa da minha cabeça


Um dia sem fôlego
Uma rocha que não é pesada
Uma chave que não se encaixa
Uma estrela que não dura

Uma estória de amor
Um pecado imperdoável
Um sol que não brilha
É coisa da minha cabeça

Um coração, um amor
Um sonho, mais um a partir
Um grito e então você diz
Está tudo em sua cabeça

Eu não posso dizer
As palavras que você esqueceu
Mas eu quero escutar
O que se passa na sua cabeça

Magno Pinheiro

07 janeiro 2010

Um adeus também se faz com palavras

6 de Janeiro de 2010 às 21:10 pm, dá-se o início e o fim de algo já previsto. Aqueles que esperavam, esperavam com ansiedade e ao mesmo tempo com conformismo. Saber que o início marca o fim está para saber que o fim já espera pelo início, ambos estão de mãos dadas. Assim eu soube do meu fim, eram 00:44 quando eu vim a saber da notícia. Meu fim ? Explicando melhor, fim do Magno que estaria sustentando pelo menos que por alguns dias o título de TIO, o que para alguns não faria a mínima diferença, até porque notícias dessa maneira não são impactantes ou importantes para outros. Talvez até sejam, já que de certa maneira somos uma história (as vezes mal contada) aos ouvidos famintos de quem só busca por mais uma história.

Tudo começou a 3 meses atrás, quando eu vi a ultra do meu sobrinho, aquela coisinha pequenina que parecia até um peixinho se mexendo e com um coração que batia tão forte que até o trovão se sentiria intimidado ! É ! hehe, acho que o coração bater forte é coisa de família. Família de coração forte e com sentimentos fortes. Poucos dias depois viemos a saber das complicações de saúde do tampinha (é, eu o chamaria de tampinha por um bom tempo, seria o meu carinho de tio com ele...hehe), e eu digo que nesse dia eu não consegui dormir, nem eu e nem o meu pai ao qual eu acredito que temos uma ligação forte, temos um jeito muito parecido em relação a não demonstrar certas reações, mas em certos pontos eu me considero mais equilibrado que ele, pois certas situações não me afetam. Enfim, ficamos sabendo que ele era Acéfalo e pouco tempo depois que os orgãos estavam fora do corpo. Eu não podia esperar apenas por uma notícia ruim, não é ? Depois daquele dia sem dormir, parecia que tudo seria mais fácil de absorver e não foi como eu esperava. Eu procurava evitar ficar em casa quando o meu irmão vinha com a namorada dele, até porque pra mim era difícil ver aquela barrigona e não pensar que futuramente eu não iria poder ensinar tudo o que eu gostaria de ensinar, de brincar com ele e tudo mais. Bom...esse tipo de coisa acontece, né ?

A muito tempo eu não sentia a minha respiração pesada, cansada de uma situação (sim, esperar cansa ! e eu já estava ficando muito cansado de esperar), e ontem a noite foi assim, uma tensão extrema pela notícia, até então eu não sabia o nome do tampinha, eu não sabia o nome do meu sobrinho ! Verdade, eu não sabia o nome ! Vim a saber ontem ! E de certa maneira eu fiquei feliz por saber o nome dele, mesmo não gostando de 2 nomes próprios o nome me soou tão perfeito que no mesmo instante que eu escutei eu venci o meu preconceito com a questão e abri um sorriso que poucas pessoas viram até hoje (poucas mesmo, acredito que nem os meus pais já viram esse meu sorriso !). João Gabriel, esse era o nome dele, João Gabriel, me soou tão perfeito ! Senti um prazer que eu comparo ao prazer de escutar uma música que me marca ! Quem sabe o pequeno João, supondo que tudo estivesse certo com ele, não viesse a ser músico um dia ? Ué ? O tio não pode sonhar ? HAHAHAHA...é ! Mas é verdade, eu iria adorar ver ele pegando o meu violão...hahaha, eu ficaria todo bobo !

Dia 6 de Janeiro...coisa de 1 mês depois seria o meu aniversário e eu iria, é claro, ficar me gabando disso por causa do dia ! hahaha. Eu acredito que toda notícia tem o seu lado, seja ele positivo ou negativo, mas nem por isso ela deixa de ser uma notícia. E é estranho pensar que eu tive desânimo e depois um ânimo exacerbado no dia que ele estava pra chegar...confuso, não ? Nem um pouco, o momento sempre fala mais alto que os nossos pensamentos, tudo na hora é intenso, vívido, independente do resultado final e do já esperado. Relembrei ontem que suspiro tem "expressão", e a minha foi da mais ansiosa à mais vazia, tudo em uma fração de segundos.

Mas...pensamento positivo ! Sempre terá a próxima vez !

E tampinha ! Acredite, o meu amor por você é único. Tu deixou de ser o sol para se transformar na lua e ser banhado pelo brilho de nossas memórias e sentimentos.

Mas não desanima ! Quem sabe você não volta na próxima ? Agora vamos ver quem será o pai ! hahahaha.

31 dezembro 2009

Temos a tendência

Temos a tendência


Temos a tendência a questionar idéias
Pessoas em formas de pensamentos
Pensamentos com formas ocultas
Criadas no imaginário, no será...

Temos a tendência a achar
E depois esconder, e novamente achar
Nos achados e perdidos do tempo
Tudo aquilo que gostariamos de amar

Temos a tendência a congestionar,
Ruas desertas com palavras apressadas
Fluentes, compreensíveis, incompreensíveis
A todos aqueles que as desejam escutar

Temos a tendência a simplesmente sermos
Dentro de tanta imaginação,
Um questionário infinito de fantasias
Criadas em algum momento, em algum lugar

Temos a tendência a simplesmente viver
Famintos, amedrontados, inabalados
Mas com a certeza de que tudo que vivemos
Não aconteceu a toa, nós tivemos que passar

Temos a tendência a brincar com as cores
Colorir facetas, quadros, máscaras
Em uma nova pintura, que somente
Os nossos olhos puderam captar

Temos a tendência a capturar,
Em um egoísmo mundano
Tudo aquilo que veneramos
Para depois ao tempo, largar

E...

Temos a tendência de juntar palavras
Achar que delas somos donos, quando
no final das contas, aos pés delas
nunca deixamos de estar.


Magno Pinheiro

14 dezembro 2009

Bossa do Sofredor

Bossa do Sofredor


Ah, cadê você ?
Ah, quero te ver
Ah, cadê você ?
Ah...

Quando era noite,
O dia era ilusão
Quando era frio
Não havia no meu coração
Uma lembrança, um algo pra me aquecer
Um triste fim, um algo pra se esquecer

Ah, cadê você ?
Ah, quero te ver
Ah, cadê você ?
Ah...

E sigo triste, mas não vou me desesperar
Sei que com as horas, posso me recuperar
O que já foi não custa a procurar por mim
No meu silêncio venho a te lembrar assim

Ah, cadê você ?
Ah, quero te ver
Ah, cadê você ?
Ah...

Sigo em frente, sigo com a decepção
Na minha frente, vejo só desilusão
No meu espelho, volto a te procurar
Mas teu reflexo, não quer mais voltar

Ah, cadê você ?
Ah, quero te ver
Ah, cadê você ?
Ah...


Magno Pinheiro

09 dezembro 2009

Momento Selvagem

Momento Selvagem


Aqui estou, nesse frio mundo
No torpor das idéais
Nesse lugar fechado
No torpor das palavras

Aqui nesse lugar selvagem
Sem ordem, buscando por você
Que saiste sem rumo
Apagando rastros, me deixando...

Sem laços, repetindo insistentemente
No escuro, sem saber
Como me livrar ? Me pergunto
Desse lugar selvagem

Onde foste parar ?
Não se vá !
Faça o tempo parar
Para a frase certa, eu declamar...

No teu ouvido...
No teu abrigo
Que ao longe foste morar


Magno Pinheiro

Onde foste parar ?

Onde foste parar ?


Aqui estou, nesse frio mundo
No torpor das idéais
Nesse lugar fechado
No torpor das palavras

Aqui nesse lugar selvagem
Sem ordem, buscando por você
Que saiste sem rumo
Apagando rastros, me deixando...

Sem laços, repetindo insistentemente
No escuro, sem saber
Como me livrar ? Me pergunto
Desse lugar selvagem

Onde foste parar ?
Não se vá !
Faça o tempo parar
Para a frase certa, eu declamar...

No teu ouvido...
No teu abrigo
Que ao longe foi morar
Minha inspiração

Não se vá, não...
Mas se um dia se for
Volta com saudade
Que é para no meu peito

Tu novamente fazer morada
E lá se aconchegar
E na tua idéia reverberar
A idéia de nunca mais me deixar


Magno Pinheiro

03 dezembro 2009

Febre Interna

Febre Interna


Febre interna, Língua quente,
Apenas uma condição de harmonia
Desenfreada, desejo de cura
Vem e apazigua o que sinto

Dê-me uma nova condição de dizer
Preciso, cansado de repetir
Aonde foi parar a pergunta ?
Palavras se vestem de fugitivas

Listradas, monocromáticas
O que desejam enxergar ?
Nesse louco paradoxo,
Aonde vejo o que tu pode falar

Febre interna, temperatura que sobe
Amolece o coração, o corpo, a alma
Necessidade desenfreada, descanso
Vem e apazigua o que sinto

Me arrasta para longe da indiferença
Dessa condição insana, aonde o calor
Vira o inimigo, sobe sem consultar
Consulta apenas a necessidade egoísta

De se fazer sentir, sem identidade
Só necessidade, brincando no escuro,
No escuro noturno de um corpo
No interior, abrigo oculto

Aonde tu, Febre interna,
Língua quente, ambas em harmonia
desenfream palavras, pedindo,
imploram, para te ver passar.


Magno Pinheiro

16 outubro 2009

O Teu Olhar

O Teu Olhar


O teu olhar,toque sutil
vindo do teu profundo ser
tua alma...aquela que me abraça
me deixa sem reação,
me faz ser a reação

Desperta a criança que só deseja
crescer...e ser o seu único homem,
sem saber para onde ir,
mas sabendo como chegar
como consegue brincar com a dúvida ?

Me enfeitiça lentamente,
me leva à cegueira absoluta,
a cada vez que os repousa lentamente
me negando a luz dos teus olhos
não seja cruel...

Sabes que de teus olhos faço
o meu farol, o meu retorno certo
a todas aquelas sensações
que despertam, quando lembro de ti
quando chego perto de ti...

Não me negue esse sorriso,
que nasce em seus olhos
e se espalha pelo meu ser
como uma brisa, que refresca
lentamente o meu olhar

Que se esquece das horas
das estações, do passado
e só pensa em ser presente
no teu presente, momento
que vivo quando vejo o seu olhar


Magno Pinheiro

13 outubro 2009

Íntimo de Você

Íntimo de Você

Sentindo o teu íntimo
da mesma maneira que te sinto em mim
derramando palavras sobre o meu corpo
de uma maneira tão sublime, molhadas
traçadas com um pincel, que reside em sua boca

A tua língua...que me descreve da sua maneira,
e no meu rosto aquele sorriso
tão inflamável...que incendeia o corpo
como um rastilho incontrolável...
arrepio...pólvora que me rende

Me transforma no teu escravo
escravo das sensações que tu
conhecedora do íntimo, dita...
regras, regras que controlam
o meu corpo e fazem dele o seu território

Tão íntimo território, aonde te apossas
e crava no teu íntimo ser, a marca
que me faz ser teu, intimamente teu
por dentro de idéias, sensações
pelo teu corpo, e que faz o meu corpo

Intimamente...nos ligar.


Magno Pinheiro

12 outubro 2009

Aquele Íntimo Momento

Aquele Íntimo Momento


Aquele íntimo momento
discreto, sucinto,
longe dos teus olhos
olhos curiosos que perseguem...

Palavras que sumiram
no meu íntimo...não posso respirar
essas ilusões que vivem em minha mente
e se esconderam em meus pensamentos

Querendo enganar em uma insana contradição
sozinhos, reservados, carentes de uma atenção...
é difícil dizer, de aproveitar
então me diga a dimensão...

A profundidade dessa charada
a quem devo perguntar ?
para onde esses dias se foram ?
quanto do meu íntimo eu pus a vagar ?

Então me diga, que tudo não foi em vão
que tudo não passou de um momento...
tão marcante, que no meu íntimo
te vi, e no teu íntimo me pus a morar


Magno Pinheiro

08 outubro 2009

How could I

How could I

How could I say, I don't need you
A living lie holding a living truth
How could I take this decision
The less is more, more that I can do

I don't wanna live in here
Inside a empty shell
I don't wanna bring to me
A homeless lie to live a life in two.


Magno Pinheiro

05 outubro 2009

O Inevitável

O inevitável


Não seria estranho dizer,
que palavras sem um apego
sem um enlaço, sem um calor
que emana de outro corpo
seriam palavras sem destino ?

O que elas seriam então ?
Uma tentativa de prever o futuro ?
De instigar uma vontade viva ?
De contruir uma vontade tão forte
que linhas seriam a menor distância ?

Por menor o que se deseja dizer
Por maior o que se deseja expressar
A vontade de não perder, de reencontrar
Se transforma em luz, que guia o caminho
Do enfrentar, do novo vivenciar

E todos somos crias desse desejo
não seria diferente para mim
e tão pouco para você
que lê e imagina, e imagina enquanto lê
se aprofundando em pensamentos não tão obstantes

Tudo o que lhe passa na cabeça
Tudo o que evitou pensar,
Ignorando oportunidades
Mesmo sabendo que tudo na vida
Não passa de chances, para se fazer sorrir

E se deixar sonhar, quando os pés
tocam no sonho tão aguardado
Aquela sensação única que transforma
a questão óbvia no inevitável...


Está feliz ?


Magno Pinheiro

23 setembro 2009

Uma versão diferente

Uma versão diferente


Todo dia é uma versão diferente do ontem
Vozes não se repetem, como se pode pensar
Pensamentos pensam em se repetir,
Mas não se repetem, mesmo tentando pensar

E as opiniões, reflexos vazios
Espelhos turvos, mal fabricados
Distorcem o que se deseja enxergar
Mas o que enxergar no breu de um falar...?

Viver em meio ao próprio vazio
Apreciar um quadro sem cores
Desenhos que no imaginário podem se criar
Sempre no desejo de ver, aquilo o que mais agradar

Tremulando, reverberando, desafinando
Em frente ao espectador, um discurso
Palavras recolhidas, tentando se concretizar
Nas linhas repletas de negações, não escute...

No querer dizer, sem poder realmente dizer
Um esconderijo de palavras, feche os olhos
Não me veja sumir, sabes aonde me encontrar
No aguarde infindável, na dúvida vil

Nesse esconderijo, que mesmo sabendo,
Que o meu mundo poderia parar
Imortalizaria esse sorriso, se no peito
Eu descobrisse, que o que eu desejo...

É uma versão diferente para cada amanhã.


Magno Pinheiro