05 outubro 2009

O Inevitável

O inevitável


Não seria estranho dizer,
que palavras sem um apego
sem um enlaço, sem um calor
que emana de outro corpo
seriam palavras sem destino ?

O que elas seriam então ?
Uma tentativa de prever o futuro ?
De instigar uma vontade viva ?
De contruir uma vontade tão forte
que linhas seriam a menor distância ?

Por menor o que se deseja dizer
Por maior o que se deseja expressar
A vontade de não perder, de reencontrar
Se transforma em luz, que guia o caminho
Do enfrentar, do novo vivenciar

E todos somos crias desse desejo
não seria diferente para mim
e tão pouco para você
que lê e imagina, e imagina enquanto lê
se aprofundando em pensamentos não tão obstantes

Tudo o que lhe passa na cabeça
Tudo o que evitou pensar,
Ignorando oportunidades
Mesmo sabendo que tudo na vida
Não passa de chances, para se fazer sorrir

E se deixar sonhar, quando os pés
tocam no sonho tão aguardado
Aquela sensação única que transforma
a questão óbvia no inevitável...


Está feliz ?


Magno Pinheiro

23 setembro 2009

Uma versão diferente

Uma versão diferente


Todo dia é uma versão diferente do ontem
Vozes não se repetem, como se pode pensar
Pensamentos pensam em se repetir,
Mas não se repetem, mesmo tentando pensar

E as opiniões, reflexos vazios
Espelhos turvos, mal fabricados
Distorcem o que se deseja enxergar
Mas o que enxergar no breu de um falar...?

Viver em meio ao próprio vazio
Apreciar um quadro sem cores
Desenhos que no imaginário podem se criar
Sempre no desejo de ver, aquilo o que mais agradar

Tremulando, reverberando, desafinando
Em frente ao espectador, um discurso
Palavras recolhidas, tentando se concretizar
Nas linhas repletas de negações, não escute...

No querer dizer, sem poder realmente dizer
Um esconderijo de palavras, feche os olhos
Não me veja sumir, sabes aonde me encontrar
No aguarde infindável, na dúvida vil

Nesse esconderijo, que mesmo sabendo,
Que o meu mundo poderia parar
Imortalizaria esse sorriso, se no peito
Eu descobrisse, que o que eu desejo...

É uma versão diferente para cada amanhã.


Magno Pinheiro

01 setembro 2009

O Silêncio faz o corpo falar

O Silêncio faz o corpo falar


O silêncio faz o corpo falar
imitar vozes desconhecidas ao seu corpo
fora do seu cotidiano, do seu comum
do seu verbo mais forte
Vejo sua fraqueza, se esvair com a falta de ar
que nutria o teu peito, esvaia em novas sensações

O silêncio faz o corpo falar
mentiras, verdades, falsas verdades
tudo aquilo que ele deseja gritar
para fora dessas paredes de carne
Sem pouca compreenção, com muita importância
sem um mundo a parte, sem um recanto

O silêncio faz o corpo falar
arrepios, contrações, espasmos
calores, cores, marcas
em um mundo surdo e mudo
banhado por sinais
aonde te leio, com minhas mãos

No ausência de silêncio,
que fez o teu corpo falar...



Magno Pinheiro

25 agosto 2009

Mais do que ninguém

Mais do que ninguém


Carinhosamente bailando sobre um corpo
de mais singelo branco, floco de neve,
mas nada, nada que o teu calor não possa mudar

Transformando a pele no mais que o róseo
caminho florido, mapeando meu carinho
desabrochando o meu sorriso para ti

Nesse corpo que já transborda a estação
do meu veraneio, do meu viver ensandecido
por um carinho que já é teu desde a invenção

Do que eu soube driblar, aquele termo tão velho
tão inalcançável para alguns, aquele ponteiro
que cisma em bailar pelos números fingindo saber as horas

És teu ! e tu sabes, duplico pelo universo
a expansão que não se contém, visita o imaginário
do que agora não se pode medir

Meu sentimento, com o sabor que os teus lábios
apreciam, instigante, e que te faz pedir por mais
é tão vivo, e tu sabes, que é teu, desde o início

Que só o teu desejo soube ressuscitar
do teu colo, agora faço o meu ninho
aonde meus braços eternamente irão te abraçar

Nesse paraíso chamado você
bordados pelos teus sentimentos,
nos teus laços, sou teu

E tu mais do que ninguém,
sabes disso...


Magno Pinheiro

19 agosto 2009

A Place To Stay

A Place to Stay


I know there's something more to say
We worked that line yesterday
There's nothing more to ask
Just to say what We need to say

Without any doubts We decided to stay
In a paradise baptized with our names
We are sure that We are looking for a future
In the bright side of our hearts

So I see your eyes, claiming for my very own eyes
So I decided to beg for a time
Where We don't have to wait
For a long time no see, for a tomorrow without you there

I know that this is a lie that lies in our minds
A shortened version about an undeniable truth
So I must ask why, why can't I be optimistic ?
If existe a real distance between us, the time can change it

So I drank the wine to fade away the cold that lies
In a lonely bed without a trace of you
Without the care of the only one that can understand
What a heart must really feel

So I see your eyes, claiming for my very own eyes
So I decided to beg for a time
Where We don't have to wait
For a long time no see, for a tomorrow without you there

So I see the lines, drawing our own desires
There's nothing to be explained
So why can't the sun tell it to everyone
What is important to say

What is important to say...

That in my heart you have a place to stay...


Magno Pinheiro

30 julho 2009

Show Me How To

Show Me How To...


It is a shame that I can't cross the line
Between my heart and my soul, what I find ?
It is a message that came from my lost mind
What can't be found is what I can't find

Yeah, It's a chance to become more than a lie
Yeah, Don't You think I can find more than that ?
Yeah, I don't think this is a wrong patch
Yeah, I don't know if I can do that rhyme...

There's polite excuses around my lines
Neverthless what is important I can't define
Than You all know me, but I don't know why
I sustain this illusion to show that I'm always fine

Yeah, It's a chance to become more than a lie
Yeah, Don't You think I can find more than that ?
Yeah, I don't think this is a wrong patch
Yeah, I don't know if I can do that rhyme...

There's a exit in front of my eyes
Summary denials is more than a cry
I don't know how this answers can show me how to fly
So tell me a lie than I won't have to die

Yeah, It's a chance to become more than a lie
Yeah, Don't You think I can find more than that ?
Yeah, I don't think this is a wrong patch
Yeah, I don't know if I can do that rhyme...


Magno Pinheiro

11 julho 2009

Imaginação

Imaginação


Quando só imaginamos, paramos no primeiro estágio de evolução pessoal, criar um local onírico, perfeito, que só clama pelo toque esforçado daqueles que almejam mais do que tudo, repousar sobre o desejo, o momento de ser feliz, um eterno paraíso...Paraíso fingindo ser eterno...Então retornamos a realidade...Tão sofrida realidade, tão gostosa (?) realidade...Estamos perto, perto de concretizar...Um paraíso ! Pintado pela mão de quem sente, sente o sorriso se fazer ser a morada do sucesso, enfim...O sucesso...Sucesso em pensar...Sucesso em sentir...Mais uma vez, o que procuramos ? Aquele cantinho onírico ? Tudo pelo meu toque, tudo pelo meu desejo, de criar o paraíso, independente das horas... Eternidade ? Quem liga para ela ? O tempo que faz sou eu, no meu mundo ele é eterno, porque é o meu sonho, querendo e acima de tudo, superando o desejo de ser real.

Não deixam de ser palavras imaginadas pela mente de quem viaja em busca, querendo conhecer novas combinações de palavras, palavras harmoniosas, carentes pelo toque de outras, formando assim a frase que irá transformar o todo nada em um todo tudo !

Complexo ? nada ! elas se merecem, se buscam...elas querem ! Desejam, são intensas desde o berço...
Agora, as entrego a quem quiser ler ! Sejam gentis, elas merecem, elas desejam...

Sejam gentis !


Magno Pinheiro

02 julho 2009

Linhas Negras

Linhas Negras


Sou o eu, o aqui tão desesperado

Marcando as horas, encarando o teu reflexo

Em minha mente, exalto tuas curvas

Moldadas pelo vento, esvoaçantes.


Linhas negras, contrastam com o horizonte

Aonde o teu brilho alcança, aonde te entregas

Em meu coração, que de maneira desejosa

Majestosa, impera de maneira soberana.


No castelo que moldaste com tuas mãos

Habilmente devotando o teu suor

Como base para erguer o que desejaste

No corpo teu, tua posse, no enlace.


Cercado para ti, aonde me desejaste

Sem inocência, na beleza em forma de pureza

Me desejaste, e sem ao menos pestanejar

Na sinceridade soube se entregar.


Descobrindo um novo sentido para as palavras

Que de tua boca proferiu, como labaredas vivas

Fogo que não se doma, arde e faz de quem as ouve

Um braseiro egoísta, nunca pronto para se apagar.


Suplicando por um novo ecoar, que de teus lábios

Presente divino, do meu domínio não quero me distanciar

Aqui, olhe, olhe para mim, venha, more em meu peito

Faça do que já é teu, um teu, um pouco mais...


E mais...

E mais...

O eterno...

Mais...

Magno Pinheiro

09 junho 2009

Dúvida/Mentira/Individual/Coletivo

Dúvida/Mentira/Individual/Coletivo


A brincadeira só começa
Quando deixamos bem claro
Que nossas palavras deram sinal de vida
E elas, às vezes, são mais do que parecem

Quando temos dúidas, elas se perguntam...
Faço parte de quem ? A quem eu quero enganar ?
Seria eu tão egoísta, tão singular ?
Por que o meu individual é tão coletivo ?

Ah ! dúvidas que consomem, tão...
Espere, a quem eu quero enganar ?
Isso tudo não passa de um momento único
Mas não desejo me privar, me divido

Te conto para todos, daqui...
Veja ! daqui, daqui você nasce !
Te semeio com novas dúvidas
Tão individuais, tão receptivas

E nessa brincadeira, nessa cantiga de roda
Onde cada um conta o seu segredo, nada mais é secreto
Teus trejeitos, teus olhares tão incriminadores
Tão sinceros, tão individualmente coletivos...

Por quanto tempo mais, eu me pergunto
Você se pergunta, nós nos perguntamos
Nessa troca de atuantes viciados, necessitados
Por quanto tempo mais, iremos do seu jogo necessitar ?

Na dúvida, a mentira individual abraça o coletivo...

Magno Pinheiro

23 maio 2009

Diferente não haveria de ser

Diferente não haveria de ser


Eu esperaria, mas obrigaria o tempo a se curvar a minha vontade
Esqueceria a dor em busca de uma verdade, que só ao lado da minha metade
Eu posso ter, em um campo sem limites, minha voz engrandece sem limites
Por saber que no eco do eterno, teu nome se sobressai, vívido em minha alma ressoa

E povoa a minha mente, criam-se palavras, donas de sentimentos
Todas voltadas para tí, todas procuram por tí, de joelhos
Olhando para uma esfera no céu, tua íris enxerga
Ao longe, a simetria, as formas da musa que irei reverenciar...

Diga, se lá posso, contar histórias, fábulas "do sem você"
De um escritor insano que vivia contando histórias, dramas
Se fantasiava de melancolia, e quando as cortinas abaixavam
E encostavam naquele chão, onde a poeira adornava o passado

Diga, se lá posso, ridicularizar aquele personagem, amargo
Vazio, impuro, esquecido, mergulhado em sí, sem sabor, fôlego...
Me foge, me esquece, não me procura, porque compreende
A falta que faria, ao invés de belas, vazias palavras pronunciar

E em gargalhadas mergulho, quando me dou conta do que realmente deveria falar,
Sobre você !...Sim minha luz, aquela que guia os meus olhos...minha luz
Verdadeira, dona, verdadeira dona do meu olhar, outra dona não haveria de ter
Pois sabes que soberana reina em meu olhar, e sabes que diferente não haveria de ser

E sabes,
que diferente,
não haveria de ser...


Magno Pinheiro

19 maio 2009

Reflexo

Reflexo


Um reflexo escuro, evitando um novo mundo,
Blindei os teus olhos com uma verdade tão cega
Que não sei no que acredito, no que quero acreditar

Brincadeiras que faço com os meus olhos
Seguindo um impostor, um falso amigo
Aquele que me acompanha, que me leva a desacreditar

Em maneiras de se expressar, impuro
Demente, livre da sóbria racionalidade,
Seria tão estranho se não fosse verdade ?

Me fazer guiar um doce alarde
Aquele que precisa dos meus cuidados
Que ludibria uma escassa vontade

De mais uma vez escolher a realidade
Como fonte de minha explícita ignorância
A falta do querer dizer, as vezes mata

Morte matada, morte morrida
Vingada pelo próprio arrependimento
De acompanhar o dia-a-dia

De um cansado andarilho, que procurou
E no mais, sempre encontrou aquilo
Que os seus olhos sempre puderam ver

Um reflexo escuro,evitando um novo mundo


Magno Pinheiro

17 maio 2009

Um Silêncio que fala

Um silêncio que fala


Por dizer o que não queria escutar
nem a mim agradei quando disse,
besteiras, inúmeras, difícil era te agradar
por medo de mim mesmo, por medo de não te ter

Tudo o que você desejava, era um beijo
o mais direto e rápido o possível,
para a tua boca calar, aquele sussurro alto
em que você dizia, me beije

Diga o que tiver que dizer,
com os lábios juntos aos meus
Diga o que tiver que dizer,
mas esteja certo, do nosso tempo
nunca perder...

E eu inseguro, preso, em apuros
não sabia pode onde começar
teu olhar me instigava, mas uma palavra eu procurava
o que eu teria que falar pra essa situação contornar ?

Não era a dúvida que te consumia, certa do que queria
você deixava claro no olhar, no seu jeito sensual
seu sorriso que timidamente se transformava
em um convidativo caminho para o bel-prazer

Diga o que tiver que dizer,
com os lábios juntos aos meus
Diga o que tiver que dizer,
mas esteja certo, do nosso tempo
nunca perder...

Agora grito em silêncio, conflito interno
no será me vejo, copiando idéias do meu imaginativo
um passo de cada vez, no aproximar, te ver,
bem de perto, com um olhar a qual quero vivenciar

Suspirando, longe do imaginário, te sinto
bem de perto, e bem perto te desejo
me distancio do não falar, no que desejas
com meus lábios silenciosamente irei falar

Diga o que tiver que dizer,
com os lábios juntos aos meus
Diga o que tiver que dizer,
mas esteja certo, do nosso tempo
nunca perder...


Magno Pinheiro