14 maio 2009

No Horizonte que é Belo, Você

No Horizonte que é Belo, Você


Algumas vezes olho para aquele lugar,
uma janela brilha, e no horizonte que é belo
mostra um sorriso, um sorriso teu, querendo o meu

Buscando ressaltar em cada palavra, um afeto
que te mereça, que me mereça, que nos una
em um lugar onde não exista o espaço

Tão longínquo por assim dizer, mas tão próximo
quando os corações se encontram, em sonhos
em desejos próximos, a pouco tempo estou

E quando a hora chegar, o tempo tende a parar,
retroceder e novamente passar, tudo em função
de uma vez mais...você

Você, que me faz parar e desejar o amanhecer
ao teu lado, com um sorriso despertar
e descobrir que o eterno pode ser mais do que o eterno

E quando a hora chegar, o tempo tende a parar,
retroceder e novamente passar, tudo em função
de uma vez mais...você

No meu peito morar, no teu peito morar
uma vez mais em teu olhar o meu sorriso estampar
e no meu olhar o teu olhar nunca deixar escapar

E quando a hora chegar, o tempo tende a parar,
retroceder e novamente passar, tudo em função
de uma vez mais...você


Magno Pinheiro

09 maio 2009

Está tudo bem...

Está tudo bem...


Quanto tempo demora, para a hora passar
espectativas e ideais, nada pode atrapalhar
não vejo outra chance, senão tentar
entre as escolhas erradas, a certa é a tomar

Mas está tudo bem, está tudo bem...
por que se distanciar do que desejo tentar ?
não existiria o amanhã, se tudo na expectaviva do hoje
viesse a acabar
está tudo bem, está tudo bem...

Por mais que se encontre em dúvidas, não há o que negar
todo sopro pronunciado, todo bordão cantado, vira refrão
em um futuro próximo, melodia sinuosa não irá faltar
em tua mente, corpo e alma, irei no desejo me instalar

Mas está tudo bem, está tudo bem...
por que se distanciar do que desejo tentar ?
não existiria o amanhã, se tudo na expectaviva do hoje
viesse a acabar
está tudo bem, está tudo bem....

Mas esse não é o lugar, essa não é a hora
para aclamar a escolha que você deseja tentar
sabe que o tempo é incerto e que no passar das horas
tudo pode acontecer, e que querendo ou não eu irei pronunciar

Mas está tudo bem, está tudo bem...
por que se distanciar do que desejo tentar ?
não existiria o amanhã, se tudo na expectaviva do hoje
viesse a acabar
está tudo bem, está tudo bem...

Está tudo bem...
Está tudo bem...
Está tudo bem...


Magno Pinheiro

08 maio 2009

Lado Negro

Lado Negro


No seu lado oculto, a noite encontra
o seu inconsciente, velado pelo lado negro
seu negro lado, estranho a todos, mortificado
pelos teus olhos temerosos, aquilo que não se deseja ver

Envolto em seu véu de mistérios, criaste um mundo a parte
longínquo, ilusório, pronto para o encontro de sua mente
que se transforma em um andarilho das idéias pintadas
pela cor que deseja nessas horas, iluminar o estranho

Aquele estranho, nada mais do que um estranho,
de personalidade, de vontade, por acaso...?
dúvidas sobre o que representa, ou se realmente representa
não saber, o não falar, mas a mente engana, ela deseja

E quer falar bem alto, para sí, para todos, curiosa
EU ESTOU AQUI ! só não posso me ver, me oculto
mesmo querendo ser vista me oculto, conflito natural
conflito gravitacional, que mesmo estando acima

Te atraio, quebrando as leis da gravidade
para clarear os teus olhos com meus encantos
mexer com sua mente que se engana ao querer
ao tentar me conhecer, onde no meu mundo

Tudo o que conheço, é o meu lado negro.


Magno Pinheiro

03 maio 2009

Por onde quer que eu vá

Por onde quer que eu vá


Sinta o vazio, que abraça o ar que respiro
Como um espinho, vem a censurar o meu peito
Me privando de dizer outro nome senão o seu

É como um milagre, que resplandece,
Que venho a pedir incessantemente em sonhos,
E em meus sonhos sei que logo virá

Venha, como um pedaço do infinito, me procurar...

E então eu me inclinarei sobre os teus passos,
Deixarei o meu corpo tocar a sua sombra
E suavemente me deixarei levar, por onde quer que vá

Suando, sentindo calafrios, mergulhado em sensações
Implorando por uma nova pele que possa me afastar
da sensação do frio que sem o teu toque venho a amargar

Venha, como um pedaço do infinito, me procurar...

E então eu me inclinarei sobre os teus passos,
Deixarei o meu corpo tocar a sua sombra
E suavemente me deixarei levar, por onde quer que vá

Assoprando para longe, as palavras que não desejo
Se deixando levar, para longe dos meus anseios
É a você, a quem prometo eternamente o som das ondas do mar

Venha, como um pedaço do infinito, me procurar...

E então eu me inclinarei sobre os teus passos,
Deixarei o meu corpo tocar a sua sombra
E suavemente me deixarei levar, por onde quer que vá


Magno Pinheiro

30 abril 2009

A Máscara e o Carinho

A Máscara e o Carinho


E então, eu posso te dizer, assim como comecei
A vaguear pela minha mente, como um espelho
Estranho, me estranho, o que devo dizer ?
Algo a mais para entender quando existe o desespero ?

Sombras e seus tons de azul, perto demais de compreender
Longe demais para enxergar...entre aquele espaço
Há sincronia nas palavras, tudo o que falo e vejo,
Vejo e falo novamente quando venho a te encarar

A minha metade, ofuscada por um sorriso que não se quebra
Molde de prata, reluz aos teus olhos pelo o que deseja ver
Necessita, me necessita, ao teu lado, inquebrável
Desejoso, aqui, momento precioso do presente

Teu presente, que entrego através do meu carinho
Tão intocável, tão seu que chega a se perder
Mesmo tendo nascido em mim, sem dono, fugitivo
Se perde e não encontra o lar, onde nasceu

E não viveu para saudar o meu desejo, meu precisar
Minha cara metade, essência gêmea que sustenta
O perfume, que encarece agora a minha pele
Tão necessitada de você, aquilo o que sempre

E sempre, soube entregar...

O meu, e agora teu...

Carinho...


Magno Pinheiro

28 abril 2009

O que te faz feliz ?

O que te faz feliz ?


Um novo sol se esconde no amanhã
Aquele pálido sorriso, segue sozinho
Cantigas incertas, ecos inválidos
Seu caminho segue até a trilha

Que deixou no chão, marcas, passos profundos
Digitais arrastadas, na terra vermelha
Na terra molhada, que deu vida ao teu corpo
Sem um sopro divino, seu o meu sopro

Fingindo ser tudo o que podia, com a forma
Que quiseste criar, com a certeza de que poderia
Brincar com a infindável maneira de buscar
No fundo do seu eu, aquilo que invejaria

Aonde nada é o que se vive,aonde nada é de graça
Reflexo impuro numa brincadeira aonde a roda
Conta a história de um pedaço de quem,
De quem vos diz : Perdido estou, em meio a quem sou !

Então hoje...

Rezo para mim mesmo, buscando o Deus interior
Calando as feridas de um molde injusto,
O que eu desejo olhar senão o meu próprio desejo
De jurar para sempre...eternamente...

Na espera com sinceridade da resposta
de uma singela pergunta...

O que te faz...feliz ?


Magno Pinheiro

24 abril 2009

Melodia

Melodia


Uma melodia perfeita, se encaixa suavemente
Desliza perante o teu ventre, faz o teu corpo vibrar
Caixa que soa, ressoa, afina e por falta de ar
Desafina em devaneios sussurados a curto tom

Que sabes emanar de teus vermelhos,
Vermelhos lábios, lábios vermelhos,
Doces, brasantes, explícitos
Vulgares, ardosos, provocantes a provocar

Os meus lábios a verem os teus como o reflexo
Imitar, seguir, serem domados, subjugados
Extasiados, venerá-los, em um universo
Sem ir nem vir, confusão prazeirosa...

Momento de explosão, no tocar com leveza
Na leveza, que se extingue, se transforma
Em pulso vibrante, onde um sorriso repousa
Em uma metade e se encontra em outra metade

Erupção, que de tua pele jorra, o que quer refrescar
Banhar o suor com outro suor, refrescar o vale
Vale de desejos, aonde vale o desejo de realizar
Ter o teu corpo pressionado ao meu, pro teu ritmo sentir

E sentir, e não se deixar levar em outra toada
Senão a tua, dona desse estrofe, vivo estrofe
Vivo pelo teu estrofe, que sei, não há palavra
Aos outros olhos senão o meu, leitor do teu falar

Ouvinte dos teu escrever invisível, vagaroso
Misterioso, decifrado por mim, amante da tua bossa
Minha bossa, nova a cada momento de suspiro
Que por ti venho a entregar, quando somente o teu nome

Ecoar no meu estúdio, aberto a tí, no recordar do teu canto
No gorjear enlouquecedor que me domina, puro e vibrante
Venho a dizer a plenos pulmões que a dona desse momento
É você, que sem muito mais, me domina e me faz cantarolar

O teu nome, como um refrão marcante, ao mundo
Para que esse momento, esse canto em forma de paixão
Nunca venha a acabar, nem pelos nossos olhos
Nem pelo os que virão, até essa canção, desejar.


Magno Pinheiro

30 março 2009

Suspiro

Suspiros


Em minha cama, deslizo, como um ponteiro
Como um ponteiro que desliza pelas horas,
Tentado pelo desejo de repetir
Aquele beijo, aquele teu carinho uma vez mais

No seu território, no nosso dormitório,
Dois sonâmbulos no amar, perdura, procura
Desejo de somente concretizar, e de esquecer
O descanso, que o corpo insatisfeito não procura

Não se conforma, e se apavora com a idéia
Do parar, do limitar, do não, não há...
Queda de um palco que quero e procuro evitar
Pois não te encontro fora dessas linhas

Que não abraçam o seu contorno, sua beleza
Que adornam os meus profundos e insaciáveis desejos
De ter-te imensamente, infinitamente,
No meu universo, no universo de meu coração

Imponente, consequente, latente
Por ti, em um ritmo, no seu ritmo
No despertar, não há o que acalmar,
E sabes, como orquestrante desse vasto amar

Como me incinerar, em brasas, ardor
Que acende em minhas veias, guiando
Prazeirosamente o que por ti
E que somente por ti o meu corpo voltará a bradar

Como um eco insano, aonde só por último
Vagueando pelo quarto, como último som
O resultado do que você soube
De mim sutilmente invocar

O meu suspiro...de amor.



Magno Pinheiro

27 março 2009

Dúvidas

Dúvidas


Nós temos o mundo, o nosso mundo
Aonde criamos expectativas
Limites, encantos, desencantos
Fingimos e encaramos com um sorrir

O tempo que já foi o tempo
Em um tempo em que o tempo era,
Foi, foi-se, perdeu-se
Criou-se, e imaginou-se

No limiar de idéias, palavras
Dúvidas serenas, sublimes
Sorrateiras, escusas
Estranhas, por que do imaginar ?

Pergunto, perguntas,
Em minha visão, no meu coletivo
No nada de mais, no mais
No menos, subtraio pensamentos

Renegando os de uma forma tão criativa
Que começo a encará-las, na hora de dormir
A desfilar, enfileiradas pelas brechas
Do meu oposto sonhador, meus olhos

Aqueles que vêem o que ao menos
Sei que posso, no mais tocar
Distantes, próximos, reais
Concretos, do mesmo chão que piso

De cor apática, nesse mundo
Nesse mundo, aonde criei,
Expectativas, tentando fugir
Do meu objeto, meu confronto

De cor irreal, estrada de ouro
Aonde possa levar para longe
O que não quero viver
Para bem longe.

No quem sabe,
Uma vez mais,
No quem sabe,
Dúvidas.


Magno Pinheiro

15 março 2009

Acompanhar

Acompanhar


Se você está esperando por alguém
Olhe para o céu, veja as nuvens passarem
Há muito ainda a se ver, formas em sua mente
Tudo o que você deseja, e que não pode procurar

O tempo está apenas começando,
A contagem das horas não importa mais
Há muito o que se dizer para o céu
E tudo está tão longe...

Tudo está no seu lugar
Há muito a se viver, no agora
No acolher das palavras
Laços, adornos que se desejam

Com um único alguém, somente...
O que um abraço pode aportar,
Depois de tanto vicejo ao tudo
O nada, o nada se deseja evitar

Tão longe de tudo
Tudo, está em seu devido lugar
Ainda há muito o que se desenhar
Na espera acompanhada

Por um céu que continua,
Companheiro, e a esperar
O fim do agora, para um outro alguém
Novamente acompanhar...


Magno Pinheiro

11 março 2009

Nunca disse que seria fácil

Nunca disse que seria fácil


Nunca disse que seria fácil
Suspender a vida em vitrais
Se conformar com a luz
Que vem de fora de um olhar

Senão um ponto a mais
Um sonho quebrado
Um despertar indesejado
Fazer e falar, em um somente...

Instante, que vindouro
Virá como um presente
Indesejado...surpresa !!!
Surpresa esperada...

Não há o que calar
Aquele momento, tão difícil momento
Foi somente o que se quis evitar
Entre o desejo de esperança

E um pálido sopro entre os lábios
Ressequidos por tanto pronunciar
Secretamente aquele segredo
Que aos ouvidos vieram a chegar

Não há mais...como sustentar,
Tal segredo em forma de verdade
Aquela mesmo que se evitar pronunciar
Aos ouvidos temerosos, aos recantos da memória

Onde viveu, vive e viverá
Tamanho desejo de carinho
Por anos saber falar de segredos
Por anos tua saudade matar

Nunca disse que seria fácil...
Em ti, meu carinho repousará...


Magno Pinheiro

04 março 2009

A Tarde

A Tarde


Você conquistou a tarde,
Fez o mundo parar, criou a eternidade
Horas seguidas, sorrisos eternos
Beleza acima da beleza

Conquista única do meu querer
Aonde descobri a outra metade
No peito vibrante, puro vicejo
Aonde escuto os teus desejos

Desenfreados, descabidos
Ardentes, carentes
Marcantes, apaziguados
Por um beijo único

Aquele teu pedaço de céu
Aquele teu almejo transparente
De sua boca cor de pecado
Sedenta, pela fonte única de prazer

Em tua perdição, que vira vilania
Quando se encontra em solidão
Aclamando desenfreadamente
Pela presença que irá retornar

Aos teus braços, fomentos
Pelo meu abraço, que impermeará a tua pele
De qualquer outro toque senão o meu,
Teu querer, teu completo querer

Na tarde,
que você conquistou...
O beijo que o seu desejo...
Tanto procurou...


Magno Pinheiro

28 fevereiro 2009

O Meu Olhar


No canto de seus olhos
O resgate das memórias
De um tempo em que o brilho
Vinha de mais de um olhar

Que não era perdido,
Era a metade do teu olhar
Fronte a tua fronte
Desejando somente almejar

Terminar com o espaço
Que só existe quando
A nossa alma não vem a se encontrar
Um aceno pela janela de nossa alma

Tão pura e vibrante
Que não desejo me separar
Do que somente desejo
Além do tempo de um olhar

No canto de seus olhos
Viver uma vez mais
Puro e soberano
O meu olhar...


Magno Pinheiro

26 fevereiro 2009

Saudade da Liberdade Sentir

Saudade da Liberdade Sentir


Passos largos, veja
O sol já se esqueceu do amanhã
Andei em direção oposta
Ao caminho que não pude evitar

Aprisionado em minha mente
Saudade, da liberdade sentir
Voando pelas estórias que vivi
Uma situação coberta de palavras

Nada mais que um dia
Dentro de minha mente
Onde não sei como chegar
Somente como ir

E eu só quero saber,
Como eu posso saber
Viver em minha prisão
Sem a liberdade sentir

Fugir, desesperadamente dessa situação
A vida se repete, sequências, palavras
Vida em câmera lenta, cores ofuscantes
Mais uma vez na cela de minha prisão

Nada mais que um dia
Dentro de minha mente
Onde não sei como chegar
Somente como ir

E eu só quero saber,
Como eu posso saber
Viver em minha prisão
Sem a liberdade sentir

E eu não quero negar
O que sempre venho a notar
Uma era nas profundas,
Profundas eras sem um amanhã

Nada mais que um dia
Dentro de minha mente
Onde não sei como chegar
Somente como ir

E eu só quero saber,
Como eu posso saber
Viver em minha prisão
Sem a liberdade sentir

Passos largos, veja
O sol já se esqueceu do amanhã
Da minha prisão vejo a janela
Aonde só a tua luz pode me tocar


Magno Pinheiro

04 fevereiro 2009

Meu Juízo

Meu Juízo


Do teu corpo faço o meu juízo
Corpo culto, vivo, que me faz perguntar
Se vivo pelo teu prazer
Ou se o teu prazer me faz respirar

Mesmo que de uma maneira descompassada
Cada suspiro que vibra do meu peito
Não vê outro desejo se não por ti,
A quem não deixo de venerar

E explorar o teu corpo como meu corpo
Meu campo, meus passos,meus toques
Cada caminho a qual conheço,
E que não desejo me separar

A qual a distância seria um veneno
Minha ausência de ar, ausência do teu perfume
Que entorpece os meus sentidos
E me faz te enxergar

Mesmo com os olhos fechados,
Olhos que te perseguem,
Olhos que te pertencem,
Olhos que de ti não querem se afastar

Do teu corpo faço o meu juízo
Juízo que me falta quando não te tenho
Quando te afastas, e por ventura vem a demorar
Para nos meus braços novamente se aquietar

Do teu corpo faço o meu juízo
Juízo enlouquecedor, onde travo meus desejos
Onde aqui faço o que desejas mesmo quando
Não me pedes, pois no fundo é o que desejas

E desejas, e desejas...
O meu juízo, que no fundo
É que te faz ,o que nos faz
Ser um corpo...


Um corpo só...


Magno Pinheiro

01 fevereiro 2009

Por que está tão só ?

Por que está tão só ?


Por que está tão só ?
Teus olhos enxergam o que querem,
Mas teu peito anseia por mais

Sentimento que sangra
pelas paredes do corpo
Tão interna solidão

Tão eterna solidão,
Em um outro olhar encontrar
Paixão que um dia foi

E que se espera retornar,
No chão deixou, um sinal
Pra não se perder

Caminho que não quer se apagar
Pra que entender ? Perguntas ?
Sentir é mais fácil...amar

Deixe novamente a felicidade estampar
A Janela que um dia refletiu
Um outro olhar, aquele olhar

Onde mesmo a distância
Continua sendo dona
Vem e chama...

Que o olhar volta,
Novamente aonde você deseja,
Em fronte ao teu olhar

Ao único olhar...
Ao único par...
Por que está tão só ?


Magno Pinheiro

29 janeiro 2009

Sopre a noite

Sopre a noite


No momento que vai,

No momento que vem,
Te jurei palavras

Pro tempo fazer,
Pro tempo passar,
Eterno zelo ao viver

Infinito finito
Que dura no passar das horas
Nas horas, contigo me perder

E me achar, no raiar
De um sol que vem vindo
Iluminar o que na noite

Os nossos corpos vieram
A iluminar, duas estrelas
A beira do mar, a beira do mar

Cantiga que marca,
Repete e ecoa,
Voa na mente, veleja no mar

Feliz por dizer,
Palavra no peito
Que não quero deixar de falar

Então vem, aliviar
O que na pele queima
Sopre palavras contra o meu corpo

Acalme o que não quer se acalmar,
Te procurar no viver, calor
Abrasador e vivo, sopre

Sopre a noite de perto pra longe
e o dia de longe, de longe
Pra perto de mim...


Magno Pinheiro

Vem luar

Vem luar


Vem luar, luar no céu
Ser a dona do ar
Me prender, me encantar
Me fazer sorrir, me fazer chorar

Me despertar a emoção
Ser a dona do momento, da noite
Ser a dona da razão
De te olhar, venerar

Encontrar no teu brilho
No teu reinado, a magia do amar
De esperar, novamente
O passar da horas

Para mais uma vez
O meu amor
despertar


Magno Pinheiro

23 janeiro 2009

Me Alimente

Me Alimente


Me alimenta o desejo
Faça juz ao sim
Entregue à carne farta
Sedenta, sem um pingo a mais de suor

Se esgueirando, procurando,
Matar a sede, se embebedando
No suor que parte do meu corpo
Que alivia, e faz pedir mais

Uma vez mais, o mesmo dia a mais,
Uma vez por dia sem o dia terminar
Um dia sem vez de terminar
Um suspiro, onde a palavra não é dona de nada

Que se queira perder
Que não se queira ganhar
Disforme, afônica
O que se deseja falar ?

Nada...se deixe levar
Pura em desejo, forte
Alucinante, insana
Sufocante...

Ah...!

O corpo descansa
Emana cansaço
Devaneios febris
Sorrisos sem início e fim

Fome...
Fôlego...
Me alimente...
Desejo...


Magno Pinheiro

22 janeiro 2009

Em direção ao Todo

Em direção ao todo


Sono, ao inverso
Cores do universo
Em minha janela vejo
Nuvens a esbranquiçar

O barro sem a cor de barro
Que visita o meu céu em formas
Onde a minha imaginação pode voar
E moldar tudo o que eu quis sonhar

Um pouco mais, se deixe levar...

Assopre-me em direção ao todo
Tudo o que eu quis foi sempre estar
Longe e perto do seu mundo vizinho
O que mais esperar se não sonhar ?

Eu sou o que eu desejei
Junto ao céu me deixei levar
Me esculpi em palavras perdidas
Aonde os seus olhos não puderam tocar

Se não o azul, o branco poderia ser
O seu novo quadro de desejos
Aonde nele poderia criar
Com tuas mãos nuas, o que sempre quis

Um pouco mais, se deixe levar...

Assopre-me em direção ao todo
Tudo o que eu quis foi sempre estar
Longe e perto do seu mundo vizinho
O que mais esperar se não sonhar ?

Perto de se levar
Um pouco mais
No universo
Esperando um olhar

Um pouco mais, se deixe levar...

Assopre-me em direção ao todo
Tudo o que eu quis foi sempre estar
Longe e perto do seu mundo vizinho
O que mais esperar se não sonhar ?


Magno Pinheiro

17 janeiro 2009

Um Sereno e Amável Olhar

Um Sereno e Amável Olhar


Aqueles olhos,
Aquele olhar,
Tão transparente
Olhos feitos de vidro

Janelas curiosas
Pares indecisos
Fitam o mundo
À sua maneira

No seu tempo
Na sua vontade
No seu horizonte
À sua maneira otimista

De encarar e ser encarada
De viver e ser vivenciada
E sem querer esconder o seu interior...
Você diz, me decifre

E eu curioso, incentivado
Busquei dentro do teu olhar
A resposta que saciaria tudo o que eu gostaria,
E que era...

Te dizer...
Que desde o encontro dos olhares
O que eu procurei,
O que eu sempre procurei

Foi o seu sereno e amável olhar...


Magno Pinheiro

16 janeiro 2009

Você já...

Você já...

Você já teve a sensação
De andar a sua volta
E se perder em um caminho
Que você mesmo criou ?

Você já sorriu para o espelho
Esperando que aquele sorriso
Fosse compreendido por um outro alguém
E que ele eternamente não viesse a acabar ?

Você já mentiu para sí mesmo
Esperando que os seus sentimentos
Se esquivassem daquilo que você nunca
Mas, nunca desejou sentir ?

Tudo bem, estamos vivos
Não adiantaria negar
Todos já passamos por isso
E nem por isso vivos deixamos de ficar

Você alguma vez já teve a sensação
De acordar sozinho, no escuro de sua mente
E procurou no seu íntimo, a luz
Que a escuridão viria a afastar ?

Você alguma vez já se esqueceu de chorar
Quando percebeu que naquele momento
Tudo o que você precisava era lavar
A cena que os seus olhos não quiseram acreditar ?

Você já olhou para o céu
E percebeu que naquele mesmo céu
O seu outro olhar, um passado olhar
Ainda estaria lá, te esperando retornar ?

Tudo bem, estamos vivos
Não adiantaria negar
Todos já passamos por isso
E nem por isso vivos deixamos de ficar.


Você já...?


Magno Pinheiro

15 janeiro 2009

Coração

Coração


Caminhe para perto do meu peito
Pelo rio vermelho, vitalício,
Rubra vestimenta que adorna as paredes
Fendas por onde se estendem a sua passeata

De importante valor, caminho sem dor
Atino vertiginoso, apertado
Aquecido, acalentado, onde te acalmo
E te vejo por dentro, a velejar

No espaço que fazes de teu espaço
Mapeado pelo desejo de encontrar
Aquele cantinho, teu tesouro
De maior valor que o ouro

Possa algum dia imaginar,
Onde virá a roubar,
O que sempre foi teu
Teu presente, teu bem querer

A tua metade, a sua verdade
A nossa verdade, em uníssono
Ao teu lado bater e proclamar
Coração...Coração...Coração...


Magno Pinheiro

13 janeiro 2009

Veja a noite

Veja a noite


Veja a noite...
Uma beleza negra, auspiciosa
Que caminha por entre dois horizontes
Ostentando um véu de mistérios

Nunca antes sonhados,
Mas imaginados por aqueles
Que se inclinaram a sua beleza
Ao teu reino que pernamece por horas

Escondidas do dia,
Nas horas trançadas
Na metade dos retalhos
Que formam ao longe teu pedaço

De paraíso, velado por uma luz
Pálida luz, que prateia o meu caminho
Que não seria outro, se não te venerar
Eternamente te venerar...

Mesmo ao longe,
A Dama de preto, com o seu sorriso
Só quer me presentear
Veja a noite...


Magno Pinheiro

04 janeiro 2009

Partiu, de mim...

Partiu, de mim...


Ah, como era bom cantar
Pro passado esquecer
E ver o céu brilhar
Bem longe do viver

De histórias que herdei
Poemas que escrevi
Cantei só por cantar
Pra não perder de vez

Aquele teu olhar
Que ao longe fui buscar
Por ter o amor,
Que não sonhei

Vivi assim,
Ao colo teu
Foi bom te ter
Tão doce em mim

Meu céu, meu mar
Criaste em mim
O ardor do amor
Que logo mais

Partiu, de mim...


Magno Pinheiro

18 dezembro 2008

Sinta...

Sinta...


Sinta, o que eu sinto
Quando eu me encareço pelo teu toque
Sempre buscando o teu regorjeio, teu canto
Que desperta aquele instinto

Tão vivo...o meu coletivo insano,
Minha coleção de desejos,
Trancados por uma cela feita de quatro cantos,
Aonde o meu corpo tão egoísta e faminto

Te deseja intensamente, e deseja se fechar
Somente...somente em você...percorrendo, deslizando
Vagueando pelas tuas partes tão quentes
Tão íntimas, tão minhas, no meu egoísmo

Que me dilacera a alma em um devaneio,
Que me incendeia, que me encandeia
Por saber que o que me motiva
É saber que o teu corpo, pertence ao meu...


Magno Pinheiro

15 dezembro 2008

Liberdade

Liberdade


Eu gostaria de poder velejar pelo mar
E prensar a minha sombra contra as nuvens
Moldar o meu universo de idéias,
E me deixar levar, por onde o vento quisesse me guiar

Tão solto, viajando por correntes
E por correntes caminhar, para onde o seu elo
Me levasse, àqueles que na mesma corrente
Viessem a buscar, liberdade, liberdade...

Que o corpo busca, sede insaciável
Fome insaciável, um corpo sem asas
Um caminho para o paraíso, o eterno...
Desejo de voar ao lado de tuas asas

Formando um vasto corpo, um vasto...
Corpo de andarilhos do ar
Andarilhos que vão e que vem
Sem destino certo, a vagar

Pelas linhas do eterno, sem estarem presos
Livres, a busca de respostas, a busca de perguntas
Mas que ao mesmo tempo, livres delas viriam a estar
Livres, como pássaros sem um ninho, livres

Sempre a buscar do néctar da felicidade
Que viria a viciar e momentamente preencher,
E logo mais despertar novamente fome, sede...
Por algo que eternamente vivenciarei

Mesmo com os pés voltados para o céu
Minha morada, e que de cima a abaixo
Viria a te encontrar, sobre os meus olhos
Estendendo as mãos a procura da corrente...

Do elo, que o meu braço viria a se transformar
Quando ao meu lado viestes a ficar
Em busca daquilo que sempre desejamos
E que nunca pararemos de almejar

Liberdade...


Magno Pinheiro

Se eternamente por ti

Se eternamente por ti


Todo corpo feito de pecado,
Molhado, secado, e novamente molhado
Pelo corpo que seca o corpo,
Pelo corpo que molha o corpo

Em eterno alvoroço, em eterno prazer
Dois amantes entrelaçados, ao toque
Ao que é teu, ao que é meu
Ao anoitecer, ao amanhecer

Tempo que aquece e esquece
Onde existe penumbra, sombra
Que perdura, incesantemente
No rastro de luz que o meu olhar alcança

Ao longe e ao mesmo tempo perto
Dos teus olhos, que alcançam o universo
De palavras que só o teu olhar pode passar
Complementando a palavra gêmea

Que desde sempre no meu olhar veio a morar
Sempre a busca daquela metade, tão viva
Mesmo em sonhos, tão viva
E tão viva a morar

No reflexo do meu olhar
Aonde vejo e revejo,
Idealizo, e por ti caio em gracejos
Quando vejo que o pecado seria

Se eternamente por ti
eu não viesse a me apaixonar


Magno Pinheiro

14 dezembro 2008

A quem o desejar...

A quem o desejar...


Minhas palavras não cabem no seu espaço mental
Elas não se retem e transborbam pelos seus olhos...
O transbordar não enche a minha janela
E basta uma palavra uma reles palavra

Para ocupar o meu espaço, meu grandioso espaço
O meu caderno de escritas invisíveis...
Já criou o seu mundo, que não consegue se prender
Nem a paisagem da foto mais linda, que se consome...

Não posso mais te ver
Pois é pequeno por fora
É inexpressivel quando se toca
No momento, no agora, no verbo

Que proferi buscando outro momento
Tão vago, passado, e que enxerguei
Quando procurei pela palavra
Que somente o meu fôlego soube sustentar

No vago espaço do tempo, no meu tempo
Tão pequeno, tão...e só tão...só
Que pendurei uma história nessa janela
Manchada pelo basta que almejei ao olhar

Um quadro de idéias, formas, cores
Maiores e melhores, para mim
Meu egoísmo, que hoje canto
Para a brisa mais suave
...

Levar como despedida

Para quem o desejar...


Magno Pinheiro e Marco Souza

10 dezembro 2008

Moreninha

Moreninha


Moreninha, linda de se ver
Teus olhos são frutos do mais puro desejo
Vivos, marcantes, cambaleantes
De um jeito tão seu

Conduzem para caminhos,
Onde não existe maldade
Pois tu és feita de luz
Que ilumina e transcende

Queima, arde e que de um jeito tão seu
Surpreende, por ser mulher criança
Mulher deusa, mulher que amadurece
O fruto do meu desejo

Aqui no terreno do meu peito,
Vasto campo, teu arrado,
Marcado por você, com tuas passadas
Teu ritmo, flor...

Que guarda junto ao teu perfume,
Junto ao teu cabelo
Com jeito de menina mulher
Que faz da risada marcante

Um canto de veraneio,
Onde alegria, teu recanto
Se transforma na morada daqueles
Que a ti vieram procurar

Tão viva na roda,
Roda da vida não viva
E que saudades vem a deixar,
Quando a tua voz para de ecoar...

No Fundo da roda do meu coração...


Magno Pinheiro

06 dezembro 2008

Foi-se o tempo

Foi-se o tempo


Foi-se o tempo,
Que se deixou levar
Levado, por palavras
Um dia antigo que se passou

No ontem, foi deixado um par...
De idéias, desejos, vontade
Conhecer era o mistério
Mistério que o tempo soube moldar

Com mãos de quem ainda espera encontrar
Respostas, em um toque, em um momento
De desconfiança, cria de um passado incerto
Do que foi resolvido e resolvido deixou de ser

Mas, isso não é certo, ou não seria certo
Dizer que o tempo foi o único a criar
E levar e deixar de formar o que poderia...
Poderia mas não foi, pelo medo de sustentar

Um peso que cansaria o corpo,
Afundaria os passos meio a um sorriso
De quem não sabe se seria certo sorrir
Ou simplesmente vivenciar mergulhado em sentimentos

O que poderia ser, ao lado de dois
Ao lado daquela que poderia ser minha
Minha alegria, minha decepção, meu desejo de criar
Minha palavra, meu abraço, meu afago no peito

Foi-se o tempo, por sermos dois
E no mesmo tempo um tempo em cada tempo
Vivenciado de uma maneira, que quisemos vivenciar
Fugas, desculpas, jogos, tudo o que podia

E o que não podia,
E pelo mesmo motivo
Sem o abraço sincero do outro,
Viemos a ficar

Sem o outro, sozinhos...


Magno Pinheiro

04 dezembro 2008

Medo e Coragem

Medo e Coragem


Tive medo de dizer mentiras,
Tive a coragem para dizer verdades
Em um redemoinho insólito
Minha mente procurou em vão

Situações que poderiam ser
Contadas como linhas enfileiradas
Palavras organizadas, histórias
Livro com cor de vida, saudade

Choro ressentido, que nasceu de um amanhã
Sem um agora, sem nada a contar a mais
Por per sido perdido, por ter se perdido
Em uma confusão que somente eu não poderia sustentar

Com braços frágeis e ressequidos
Pela falta de água que nutria meu corpo
Usada para limpar a estrada que a alma toma
Para a ti chegar, e para ti retornar

Ao menos uma vez, ligeiro, como um pensamento
Que somente o vento entende por ser ligeiro
Desapegado, que vive entre trilhas e esquinas
Caminhos por onde andei, caminho por onde andará

Sem passos fixos, somente saudade
Um ali , um outro ali, e um outro lá
Somente saudades, saudade ligeira
Que passa e não se desgoverna

Nem ao menos titubeia, somente passa,
Nesse redemoinho insólito chamado saudade
Onde ruas possuem nomes, e onde nem ao menos
O meu nome, encontrarei por lá

Tive medo de dizer mentiras,
Tive a coragem de dizer verdades
E mesmo um coração que chora
Não nega...sentir saudades


Magno Pinheiro

03 dezembro 2008

Traços

Traços


E tracejo, por linhas tortuosas
Caminhos, tão longínquos, tão vertiginosos
Que o tempo se distancia do meu espaço
E me faz procurar pelo novo dia

Onde voltei a me perguntar
Se em meu espaço, as horas vieram a contar
Histórias onde tudo era o nada,
E o nada era tudo o que se desejava criar

Fora do esquecer, fora do meu muro
Apelo puro, onde lamentava...um lamento
Que ocupava meu espaço em um abismo
Quadro que esqueci de pintar, sem tinta

Pele seca, sem vida, sem direção
Acima, abaixo, esquerda ou direita
Meros acontecimentos, leves enganos
Aquilo o que foi pensado e dito

Um engano, não seria certo dizer ?
Que tudo o que digo é o que não seria dito
Se meus lábios não selassem o mistério
Que o teu olhar sempre me mostrou

No reflexo que sempre estampou no mar
Refletindo o que tu és, em um momento
Em um mero momento, sem espaço e nem tempo
Aonde fostes, foi, será...mesmo que sem tempo

Espaço que ocupou, mesmo não querendo ocupar
Em um tempo que não saberia contar,
Um vazio, ocupado pelo vazio
No vazio tracejado...

Traços...


Magno Pinheiro