23 outubro 2008

O Amor é...

O Amor é...


O amor é...
Como um pedaço de sonho
Tão lúcido, tão vivo
Que chego a pensar aonde estou

Se em teus braços,
Ou nos braços do que desejo sentir,
Que vive e me ensina a viver,
Pelos teus beijos

Que unem almas,
Que nos ensina a esquecer preocupações
Que nos ensina, o que é trocar desejos
Afagos, anseios, tudo pelo teu toque

Que cobre o meu corpo de sentimentos,
Arrepio que brota do quebrar do gelo
Que existia sem a tua presença,
Hoje o calor nasceu...

E me aqueceu prontamente,
Sem que exista o medo
De me queimar pelo o que eu desejo sentir
E que tão vívido continuará a ser

Depois de te sentir, pois vivo sempre estará
Em minha memória, em meus desejos
De novamente não adormecer, o que foi despertado
Por mais que eu me esforce

Não é a ti que quero perder
Mas o desejo de ficar só,
E que ele se perca no deserto
Onde deixarei em distantes lembranças

Mas que também marcam o início,
De te ter em meus braços e abraços
Quando hoje proclamei
O que o amor é...

Sentir o que sempre sentirei por você,
O prazer de amar...


Magno Pinheiro

22 outubro 2008

Você Acredita ?

Você Acredita ?


Pequenos impulsos brotam do meu ser
Me levam a loucura,
São donos de um mundo só meu
Onde um espelho não reflete o meu sorriso

Dona loucura, não me diga mentiras
Não posso te suportar mais
Como uma tatuagem em minha mente
Não posso apagar as tuas linhas

Das paredes, cantos, recantos
Onde guardo os teus desenhos
Que fora de um molde,
São os que eu não desejo fitar

Aprisione-me em tuas mentiras
Teu desejo de ver somente o que deseja ver
Ah...como eu juraria verdade sem você !
Mas não posso me despedir do que mora em mim

Eu poderia me desgovernar,
Mas há crença em minha mente,
Onde ainda guardo um pedaço que não nasceu de ti
Me jogue em suas linhas, dona de minha loucura !

Dona de passos desconexos, palavras amorfas
Que destinam o destino, e ao destino...
Sopro o que não entenderia por não julgar
Aonde estou ?! tão confuso, tão insano !

É o gemido que proclama de tua boca
Com o fôlego quase esguio de um peito falido
Sem afago, sem perdão, meu perdão
Não posso mais te aguentar

Você acredita em sua mente ?


Magno Pinheiro

15 outubro 2008

Eu quero estar

Eu quero estar


Uma sombra em nossos passos
uma entidade separada
unida pelo o que me fez pensar
no meu eu, quero te encontrar

Além do que eu possa resolver
não ultrapasso os teus limites
ao meu lado tua silhueta se forma
te aviso, sou um pedaço de sua vida

Aquele que brinca com a sorte
que brinca com a solidão
que te envolve em tudo o que acontece
e no final sou o teu par, verdadeiro par

Observe, estou aqui
pronto para lhe amparar
mesmo sem fé, perdido
sem nenhuma palavra a entregar

Não, eu não tenho vida
apenas sou um entusiasmado
onde minha personalidade se mostra
como um pedaço daquilo que deseja mostrar

Não me abandone em sua mente,
eu te sinto, tão vivo
que não posso ultrapassar
ao seu lado
ao seu lado

Eu quero estar...


Magno Pinheiro

01 outubro 2008

Dia e Noite

Dia e Noite


Dia

Nem todo dia é feito de dia,
tem dias que o dia vai até o meio dia,
e o resto é só melancolia
passatempo onde te encontro, solidão

Que me abraça, me acalenta
me encanta e faz do meu olhar
teu objeto de veneração
teu recanto em meu canto

Canto onde juro melodias sem palavras
que guardadas em meu peito
adormeceram quando vieram a saber
a quem endereçavam solidão

Que tão fria prospera
por não querer me esquentar
no sol do dia que é noite
na noite fria que não tem luar


Noite

Nem toda noite e feita de noite,
tem noites que a noite vai até a meia noite,
e o resto é só diversão
passatempo onde te encontro, amor em forma de paixão

Que arrebata e desespera,
que ascende e lá no alto te espera
com um lenço em cada mão
para o teu caminho atar

Atado, tocado pelo teu carinho
tão tocado e atado me sentindo vivo
e por dentro querendo estar
e por dentro querendo morar

E se atado ao teu peito, ficar
rezarei para o dia, dono do amanhã
que me afague, que me ame e me beije
no encontro das horas

que do dia à noite,
da tristeza a felicidade
irei encontrar

Magno Pinheiro

Visões do que é meu

Visões do que é meu


Não posso deixar o teu rastro
consumir o meu mundo, labaredas que castigam
salientam o calor que guarda em suas palavras
agressividade infantil, egoísmo pueril

Onde em um laribirinto esconde o teu eu
criatura assustadora, dona de verdades
e que só ela pode enxergar,por paredes de vidro
o que vês não pode tocar

Ande a sua volta, seja o seu eixo
crie motivos que me façam fugir
de sua órbita insana, seu pesadelo
seu início, seu fim

Seu eco alardeoso,
chama apenas a atenção de teus ouvidos
cujo a voz corresponde ao teus desejos
de focar no teu peito, um mundo só seu

E por mais dizer, que se encontre na piedade
a serenidade não faria companhia,
pois teu destino ainda está longe de ser
o que um dia os outros desejam de você.


Magno Pinheiro

25 setembro 2008

No tão sonhado e doce amanhã

No tão sonhado e doce amanhã


Pelo seu toque, eu cruzaria o céu
desvendaria os mistérios que abraçam o horizonte,
tão longínquo horizonte que os meus olhos tocam
e que me escondem o amanhã

Onde histórias de um presente
ainda a ser contado ganharão o meu afago,
meu toque em tua pele

No tão sonhado e doce amanhã

Que visceja loucamente pelo momento
onde as palavras deixaram de existir
onde somente meus atos serão os teus atos

No tão sonhado e doce amanhã

Viveremos em harmonia
palavra que só possue cor
quando for banhado pelo teu suor

No tão sonhado e doce amanhã

Brilho vivo que hoje canto
no sol do amanhã, no céu que ostenta
um sorriso feito de nuvens

Onde somente eu e você,
seremos um

No tão sonhado e doce amanhã

Magno Pinheiro

17 setembro 2008

Versos Ocultos

Versos Ocultos


Versos em branco
não despertam o que se desejaria ler
simples, envoltos em sí
ocultam o que deveriam ser

Misteriosos, fugitivos de sí
somente palavras, onde duas formarão uma
com o mesmo sentido, sumir
versos, tão versos

No branco que lhe oferece
a oportunidade de ser a ausência
idéias sem permanência
somente versos

E que só despertam mais versos
em um círculo vicioso
de existência pueril
onde no âmago de seu ser

Ocultam o que deveriam ser.


Magno Pinheiro

Eterno Lar

Eterno Lar


Coloque os seus braços a minha volta
e eleve a minha alma aos céus
me faça teu, me faça ser o que venera
a noite, a ausência do silêncio

Que não se limita e é viva
corpo desejoso, flor desinibida
que alavanca investidas
perante o ardor que não se deixa apagar

Fogo que inflama, colore
encobre o corpo de vermelho vivo
destacado em doces suspiros
aonde o desejo não vem a se apagar

Viva alma, que nos céus encontrou morada
elevado por teus braços, ao toque gentil
siga o caminho que me ajudou a trilhar
e faça do meu lado tua morada

Teu eterno lar.


Magno Pinheiro

12 setembro 2008

Chaves

Chaves


Em minhas linhas, escrevo o meu sentimento
ontem guardado a sete chaves,
hoje distinto entre a vossa graça,
que passa a admirar o que se ilumina ao luar

E nelas te mostro todo o meu carinho
com as chaves ainda na porta
espero que a Lua me proteja
para que vossa graça nao os tranque novamente

E por isso te rogo, sopro palavras
por entre os meus lábios
e procuro fazer com que não se percam
e que logo te encontrem, fazendo a felicidade pairar

E que essa felicidade
venha até mim, junto aos seus lábios
e que ela permaneça até a eternidade
e que as palavras te levem o amor

Que somente eu saberei levar,
pois sou dono dos teus desejos
mais secretos desejos, que nunca foram secretos
e que no meu peito nunca deixaram de vibrar

Intensamente...

Agora és dono
dos meus sentimentos, pensamentos
meus desejos, minhas palavras
minhas chaves...

Minha alma...
Tua morada...
Minha alma...
Chaves

Magno Pinheiro e Nathalia Pinheiro

29 agosto 2008

Sou Amor...

Sou Amor...


Eu sou a metade do amor que te falta

Eu sou o sorriso da chegada!
Eu sou o abraço que não te faz se afastar
Eu sou o sussuro e o afago

Que carinhosamente embala o meu desejo de estar ao teu lado

Sou a presença constante

Sou tão teu que as vezes me perco
As vezes sou teu, as vezes sou meu
Tão teu sou, que afirmo ser o que te faz ser necessário
Eu sou, que de tão inconstante passo a vaguear
E de voltas em voltas me vejo
Tão ardente em meu peito
Que chego a pensar...
Eu sou o amor que não espera chegar...
Sou a presença constante...
A ausência, sou tu e tu sou eu...

Sou o dia e a noite,
Sou o adormecer e o despertar
Sou o sonho e a realidade
Sou a vida que desejas
Sou tu e tu sou eu...

Sou a presença constante,
Amor...



Chris F. & Magno Pinheiro

04 julho 2008

Desabrochar

Desabrochar


Se apresse, faça o teu sorriso desabrochar
mostre que os teus lábios, pétalas gentis
que carregam o rosa da rosa
não desejam guardar o presente só para sí

Mostre que o teu mundo, não é só teu
que quando dividido encontra a metade
que só deseja almejar o prazer
de estar ao teu e só ao teu lado

E que cada suspiro,
ah ! cada suspiro,
que suavemente passeia por tuas pétalas
não conseguem esconder

Que a beleza que por anos sustentou,
foi feita para ti, desfrutar e amar
e que por mais que se deixe de dizer
é a ti dono de meu jardim

Que irei me apaixonar


Magno Pinheiro

25 junho 2008

Perto de Você

Perto de você


Não sei o que acontece,
Quando te vejo meu sentido desaparece.
Seja lá o que você diga,
Faça-me sentir mais que sua amiga

Não quero mais viver assim,
Sem você perto de mim.
Tento entender o porquê,
Me apaixonei justamente por você.

Que te amo não nego!
Perto de você eu perco o ego.
Sem ter o que dizer,
Só basta você querer.

Por mais amigo que você seja,
Não me proiba que eu te veja.
Não quero te prender!
Mas você precisa entender:
"Te amo"!

Loucamente te amo
e por mais que a amizade não me permita,
sentir o inevitável, é negar o ar
que não só dilata o meu peito

E me faz suspirar continuamente
como me faz fraquejar quando a palavra
que mais venero do meu peito não posso
proclamar, por que é a ti meu doce desejo

Que eu amo, de tão louco desejo, eu amo
e que somente perto de você
o meu sentimento se faz valer
perto de você...


Janaína Laís Teixeira e Magno Pinheiro

21 junho 2008

Que no peito implora

Que no peito implora


Quando o corpo pede a alma,
sedenta por um corpo que se enebria no desejo
desejo insano de ter o que em vias e vias
se chamou de prazer

Teu toque que não só me incendeia
como me faz pulsar
e que pelo corpo, calafrios a causar
confundem os meus sentidos, eriçam minha pele

Fazem com que se vejam sinais
de um desejo duradouro
e que mostram o quanto
se prosta ao agora

Momento de um tempo onde nem o tempo
consegue apagar, por ser fogo
que derrete, incendeia,
vulgariza, proclama

Por palavras que confusas
soam como sussuros pelos teus lábios
cor de paixão, cor de desejo
onde só o teu corpo consegue apaziguar

E que vibram quando teu alento quente
incendeia novamente o meu corpo
me levando ao prazer, me levando a gozar
em corpo quente, carne viva

Que no peito implora
uma vez mais o teu toque
o toque que incendeia
o toque que faz amar.


Magno Pinheiro

18 junho 2008

Pescador de Ilusões

Pescador de Ilusões


Um pescador de ilusões
que caça estrelas cadentes no infinito pano
que ostentas e que viceja no trafegar
dos teus limites

Meus olhos
prontos a te procurar, brilho
de intenso valor, toque
de intenso ardor, que não lhe deixa
apontar escolhas, apenas desejos
de insano valor.

E que, somente quando te procuro,
me chamas...
Pescador de ilusões.


Magno Pinheiro

03 junho 2008

Duas Jóias

Duas Jóias


São duas jóias,
que ostenta em seu olhar,
de um azul tão profundo
que nem o céu e nem o mar
podem mensurar a beleza,
que viva, desperta o desejo
de quem os deseja fitar

E ambos...

Ambos não se deixam tocar
mas o que tocam, despertam em prazer
por serem a beleza em forma sutil
por serem o reflexo de seu eu,
tesouro guardado, e que a noite,
repousa em sua morada secreta
a morada adormecida

Onde somente o sonhador,
aquele que vive em teus sonhos,
aquele que vive em teus desejos,
pode os tocar, por ser teu
e tão só teu, é destinado a tomar
o tesouro que sempre ostenta
e que real se tornará

Quando oferecido, o tesouro for..
Duas jóias...


Magno Pinheiro

Essa é a minha singela homenagem para Tatiana Mattos, que faz aniversário no dia 03 de Junho

Felicidades !

01 junho 2008

Não seria por menos

Não seria por menos


Não seria por menos,
que a luz dos teus olhos poderiam
iluminar a escuridão que paira sobre o meu ser,
que acalentariam o meu sofrer,
e que me faria te amar

Não seria por menos,
que eu pronunciaria o teu nome às estrelas,
que criaria o meu universo e com apenas o teu nome,
formaria o sol que me aqueceria todos os dias,
desejo maior não há !

Não seria por menos,
que permaneceria no meu ser a melodia
que preencheria a minha mente, o meu ser
só por saber que o teu nome não seria o eco
do vazio e sim do bater de meu coração

Não seria por menos,
que eu me apaixonaria pela tua presença,
que saber que o teu toque, me faria
implorar pelo macio terreno que ostenta,
que o meu desejo em seus braços iria se realizar

Não seria por menos,
que o meu amor por ti haveria de aumentar,
que o sonho estaria a se concretizar,
que somente a ti, dona de meus desejos
novamente haveria de me entregar

Não seria por menos...



Magno Pinheiro

28 maio 2008

Nos fazemos passar

Nos fazemos passar



Nos fazemos passar por sonhos,
em nossas palavras, somos apenas desejo
que repetidas entre os nossos lábios
almejam a eternidade,vicejam um encontro

Um conto, que vivido aqui, passa a existir
em nossos pensamentos, em nossa história
de uma forma sutil, como uma doce melodia
que passa a acariciar a alma do detentor

De tamanho sentimento,
que se faz fluir pelas linhas,
versos e prosas, que homenageiam a vontade
de estar ao lado de quem se gostaria de amar

Bem perto, sentindo o alento aquecer
as partes que não se deixam tocar
mas que desejam se amar, tão lentamente
que a eternidade pararia para observar

Como os seus laços, que sempre existiram,
não poderiam evitar o desejo desenfreado de burlar,
a cruel realidade de existir à distância,
de não compartilhar o mesmo luar

Que clama tão só pela companhia
de um olhar, um só olhar
de dois a olhar, um só sonho
a realização, o eterno amar.



Magno Pinheiro

23 maio 2008

O que completa

O que completa


Eu gostaria de ser a palavra,
para ser pronunciada
pelos teus lábios de maneira gentil,
para deslizar por onde leva a felicidade
que nasce tão melodiosa
pelo rubro veludo que paira
entre o teu sorriso,
meu desejo

Eu gostaria de ser o sol,
para iluminar o teu caminho,
dourar a tua pele,
e eliminar qualquer dúvida
que pudesse escurecer o teu caminho,
pois eu seria aquele que iria te guiar,
eu seria o reflexo do teu olhar

Eu gostaria de ser a chuva,
para acariciar a tua pele,
para banhar o teu corpo
de novas sensações e sentidos
que só o sentido vivo do toque
pode oferecer ao cortejar o teu
campo amado, que tão amado será

Eu gostaria de ser, e sou
sou tudo o que precisa
sou tudo o que deseja,
o que te faz ser feliz
sou teu e somente teu
de desejo, carinho e sentimento
sou o que te completa...

Sou teu e somente teu
O que completa
a tua maneira de amar...



Magno Pinheiro
A nos Visitar


Aqui está,
tão vívida nessas palavras
mesmo a distância,que de tão distante
é pouca, no limite dessa palavra
que nasce de um dedilhado
que se inspira em tua imagem
que fixa um começo não tão distante
e que as vezes é tão curto ao passar
o que se sente e se pretende
quando me inspiro na imagem
que os teus olhos criaram

Vagueio pelo espaço que foi criado
no momento do encontro de nossas palavras
tão vivas que demonstram que somos
o que somos, independente de sermos
mas somos, e nos contentamos com o tempo
que os minutos, horas e dias criaram
desde o encontro das palavras
que criaram, no aqui e agora
a saudade, que nos faz pensar...

Em quando nossas palavras
irão se cruzar novamente
sem que a saudade volte a nos visitar.


Magno Pinheiro

11 abril 2008

A ti entrego

A ti entrego


Se por palavras eu expressei o meu desejo
pelo olhar declarei que somente existe a tua presença em meu ser,
que somente o teu abraço acalma e molda a nova existência
que nasceu do teu toque e que se mescla a minh'alma
e que me transforma em tua obra, obra do teu toque que por vezes
é abrasador e me incentiva à insanidade de me perder
e não me encontrar mais nos caminhos que não me levariam a
ter o confordo dos teus braços, onde só neles aportei a minha essência
e descarreguei o meu tesouro, tão rico tesouro chamado amar

Dos teus braços aos abraços, a ti entrego o meu ser,
dona de minha vontade, chama do meu ser
A ti, dama que um dia se chamou paixão,
hoje eu rezaria saudade se não mais a tivesse
hoje venero o destino de me encontrar ao teu lado
e de afogar no passado a solidão que existia
quando o calor dos teus braços eu não podia mensurar
hoje sou teu e somente teu
hoje tu és minha e somente minha

A ti entrego, meu desejo.

Magno Pinheiro

27 março 2008

Ilusão

Ilusão


Não acredite em suas palavras
No vácuo de sua mente
No sopro do vazio
No estranho oculto que não se omite

No vasto rastro do agora
No perigoso elo do prazer
Em passos, somente passos
Aonde encontro o que existe em você ?

Sou teu e te iludo
Crio, moldo
Amargo e desencanto
Finjo e sou teu

Em palavras e atos
Hoje sou ilusão...


Magno Pinheiro

24 março 2008

Vívido me encontro

Vívido me encontro


Há concretização em suas palavras,
Há desejo no brilho que rodeia o seu olhar
Do entorce que torce e vislumbra o meu ser
Vejo o molde de sua boca, concretizar...
No ébano que antes era a cor do vazio
O meu quadro soberano de magia e prazer

Vívido me encontro quando a ti passo a olhar
Vívido me encontro quando a sua voz,
em minha morada secreta passa a ecoar
Vívido me encontro...
Quando vejo concretização em suas palavras
Quando vejo o brilho do seu olhar
Vívido...
em ti me encontro.

Magno Pinheiro

17 março 2008

Eu desejo

Eu desejo


Eu desejo o desejo
de um desejo tão puro,
tão só desejo
Que vive de palavras
gestos, anseios
que me vem como uma flor
como o mar, como uma leve brisa
e que não se percebe e tão pouco esquece
dos seus laços e abraços
de sua pele, boca e sorriso
e que hoje me é tão só...
um doce desejo


Magno Pinheiro

19 fevereiro 2008

O poeta e o desejo

O Poeta e o desejo


O poeta quando chora
reflete em sua lágrima o desejo perdido de amar
amarga lentamente a lembrança
de um adeus que profundo e solitário
o visitou sem pestanejar
insistente e temeroso, és um momento bandido
que não escapa e sim persegue
traçando novamente a caminhada
por onde somente a minha alma ousou caminhar...
No desejo de não dizer,
No desejo de não vivenciar
No desejo de não aceitar o adeus
No desejo de não chorar.


Magno Pinheiro

17 fevereiro 2008

Abracei a Ilusão

Abracei a Ilusão


Abracei a ilusão,
ao gritar o seu nome no escuro
cantando palavras que se perdiam
e que fingiam existir em um outro alguém

Abracei...

Abracei a ilusão,
brinquei de me criar em palavras estranhas,
fugindo para mundos que deixavam de girar,
me afogando em meu oceano de incertezas

Abracei...

Abracei a ilusão,
separando o ontem do amanhã
me congelando em um presente
onde só o meu desejo insistia em reinar

Abracei...

Abracei a ilusão,
onde somente as tuas palavras eu pude escutar
e entre tantas que alimentavam o meu desejo
eu agora sei, que no seu peito eu não posso habitar

No ontem...abracei a ilusão
No hoje...abraço a ilusão
No amanhã...abraçarei a ilusão

Enquanto existir o desejo
Ilusão...



Magno Pinheiro

27 janeiro 2008

Eterna Dama

Eterna Dama


Os dias passam e eu não consigo te alcançar
escondida por um manto escuro, a tua luz não posso tocar
a saudade me consome e o desejo me maltrata
o teu conforto uma vez mais desejo provar

O tempo demora a passar sem a sua presença
as horas insistem em lembrar, que sem ti, abraço o nada
vago e suspeito me encontro em cada palavra
as horas passam e a ti não consigo tocar

A dama que permanece viva em minha memória
meu tesouro vivo e encantado...
sinto o eco do teu chamado vibrar em meu peito
me enlouquece e enlouquece, minha dama, meu luar

E quando fraquejo e em devaneios procuro por outro luar
me recordo que é a ti meu tesouro,meu encanto,luz do meu céu
que os meus olhos desejam fitar...eternamente
e eternamente...
e eternamente...

À minha eterna dama, ao meu doce luar...



Magno Pinheiro

19 dezembro 2007

Um olhar

Um olhar


Sou aquele que me liga a ti,
com um toque sutil, carinhoso
as vezes desconfiado, as vezes amigável
as vezes um olhar, as vezes dois olhares.

Sou aquele que persegue os teus passos
e que inquieto, me ponho a bailar
procurando-te no horizonte,
procurando-te no luar...

E que sozinho me encontro
quando a ti não consigo guiar,
me sinto perdido, no escuro
procurando sombras que estão a vagar

E que somente a ti, minha diva
a minha atenção posso entregar
as vezes em um olhar,as vezes em dois olhares
no reflexo de minha alma

Encontra-se a sua morada,
o seu eterno lar


Magno Pinheiro

05 dezembro 2007

Entre dois lados

Entre dois lados


Entre dois lados
uma realidade se esconde
uma realidade se faz presente
escondida entre as linhas do seu rosto
te mostro aquilo o que reflete em mim

Os meus sonhos e desejos,
tuas esperanças incontidas
o teu reflexo puro, límpido
o retorno, o encontro

De braços abertos
retorno a ti...
tua imagem, tua qualidade
o presente escondido

Retorno a ti...


Magno Pinheiro

03 dezembro 2007

Sorrisos Quebrados

Sorrisos Quebrados


Sorrisos quebrados
fotos sem vida,
reflexos sem movimentos
perfume sem desejo

O mundo em seu eixo insano
em voltas e voltas
a vida que deixa o tempo para trás
a cada segundo que deixou de existir

Eu tentei matar as lembranças
tentei te matar...em mim
um dia após o outro
o desejo estava aqui
no meu peito ainda sinto...o calor

Dos afagos que jamais serão dados
dos carinhos, só resta o vazio...
um sopro sem vida

Tempestade de sonhos
lágrimas de saudade
desejo sem perfume...

Tentei te matar...em mim
mas os sonhos...ah! os sonhos
ainda existem
em inverso vivos
em versos vivos

Um aperto no coração...


Magno Pinheiro & Chris F.

29 novembro 2007

Violeta

Violeta


À pequena violeta,
que se inclina sutilmente contra o vento,

que colore lentamente as minhas manhãs,

que me afaga gentimente o coração

Hoje sou teu, hoje tu és minha

venha como encanto, venha como paixão

seja a noite ou o dia, apenas seja
eterna,
serena, um pedaço de mim

apenas seja....

um pedaço
um pedaço eterno de mim



Magno Pinheiro

25 novembro 2007

Me negue

Me negue



Hoje acordei com os seus passos
estampados em meus pensamentos
me guiando para um passado
onde não encontrarei mais o seu alento

Ainda sinto o seus lábios
e o brilho de teu olhar
pois ainda te vejo
em todo o lugar

Esqueço que os meus olhos
não podem te negar
me iludem, me enfraquecem
me deixam perdido e a vagar

Caminho sem rumo,
sem direção ou noção
perdido em lágrimas
ouvindo apenas a voz do coração

Que no mesmo ritmo
vem a lembrar das horas
que se foram
e que nunca mais irão voltar

Lembro de seus lábios
que me saciavam a sede...
não esqueço os teus olhos
que tantas vezes me evitaram...

E das noites que passei em branco
me embriagando com o passado,
ofuscando o presente...percebendo
que o teu abraço não iria mais me acalentar

Continuo meu caminho
tentando esquecer
que o erro de te deixar
só me fez sofrer

À dor...que me brindou diversas vezes
com lágrimas cristalinas
revelo-te hoje a minha repulsa
me negue, não me faça sofrer mais

Me negue



Magno Pinheiro e Douglas Marques

23 novembro 2007

Por toda a eternidade

Por toda a eternidade



Em um simples raio de sol
eu vejo toda a sua pureza
e até mesmo uma bela flor
não se compara a tua beleza

Desde de vales a campos
tua beleza não representa o fim
corro e busco por tua fragância
em meu reservado e luxuoso jardim

Sem nem mesmo entender
eu perco a noção da razão
E só me encontro seguro
no calor do seu abraço

Que aquece e me faz delirar...
fecho os meus olhos
e te vejo,te sinto
aonde o meu corpo não consegue te tocar

Me aprofundo em teu olhar
sem compreender
o porque do mundo parar
quando estou com você

E me vejo no reflexo de tua alma
no meu recanto, onde paira a eternidade
no meu campo secreto onde brota o jasmim
dos sonhos mais secretos que lhe mostrei

É como se eu voasse por entre as nuvens
ao reflexo do teu rosto
e por toda a eternidade
como um raio de sol, te encontrar

Assim sinto...
as horas,os minutos, as décadas
sorrirem e tocarem o meu rosto
imortalizando assim o meu desejo...

de me aprofundar eternamente em você...



Magno Pinheiro e Douglas Marques

20 novembro 2007

Sol de Meio Dia

Sol de Meio Dia



Algum lugar me leva ao nada,
sem que eu possa saber
me desvio de meu próprio caminho
vejo que não tenho mais nada a perder

Sinto o chão em que piso,
porém não consigo correr
vejo marcas de um passado
cicatrizes que não querem se esconder

Perdido entre montanhas e planícies,
ja nem sei mais quem sou
olho além de meus horizontes,
e relembro o que passou

São histórias e tentativas
de criar algo que um dia teve vida
em um peito onde ardia o fogo
só restam cinzas frias e esquecidas

Mas imploro a minha volta,
não que seja tardia
em uma chance tão remota
espero retornar ao sol do meio dia

Orgulhoso e banhado pela tua luz
sem mais mistérios velados pela solidão
hoje te apresento o meu olhar
isento dos caminhos, isento da decepção

Clareando a escuridão
agora vejo muitas glórias
agarrado ao teu segredo
vejo queimar as últimas horas

Do meu passado que se foi
de escolhas que não pude negar
de histórias que contadas uma vez
uma vez mais, abandonariam o lar...




Magno Pinheiro e Douglas Marques

17 novembro 2007

Procuro-te

Procuro-te



Procuro-te...
procuro-te em meus braços
procuto-te em teus beijos
procuro-te em tuas formas
em meus anseios, em meu peito

Procuro-te...
procuro-te em minhas estradas
procuro-te em minhas saídas
procuro-te na eternidade
em cada verso, prosa e rima

Procuro-te...
procuro-te em desenhos
procuro-te em fotos
procuro-te em quadros
e em cada rabisco que compoem a vida

Procuro-te...
desesperadamente em cada rua
desesperadamente em cada esquina
desesperadamente em cada bloco

Procuro-te...

Desesperadamente em cada verso
em cada prosa
em cada rima


Magno Pinheiro

09 novembro 2007

A Menina...

A Menina


Hoje, o sol raiou
e mostrou para a menina, que não mais solitária
namorava na praça, toda cheia de graça
com um olhar que a todos podia mostrar
que aquele amor um dia escondido
estava novamente no ar


No ar e perto daquele que o sentia !
respiração profunda e exagerada
e que do peito só não extravasava
porque tinha o meu corpo para lhe amparar


E o sol raiou
raiou novamente em seu olhar
criança devota da luz
felicidade maior não há


Menina faceira
mostre agora a beleza que reina em seus lábios
estampe a cor da felicidade, meu vermelho
cor de brasa que foi ateado novamente em tua boca


Faça o seu desejo virar realidade
crie a minha alma junto a sua
faça do seu corpo a minha morada
e estampe o meu desejo em seu sorriso


Me leve até aonde o seu olhar deseja me guiar
até a visão do paraíso...além dos limites
além do céu...do céu de sua boca molhada
que rega todos os dias o campo da felicidade,
de onde a mais lindas rosas vem relembrar a eternidade
e que de nossos braços sequer um dia deixam de brotar

Agora...

Levante-se,levante-se agora
me leve , me leve para longe
para longe de nossos limites
dos limites dessa praça,
praça onde estampou a tua graça
que um dia escondida
estava novamente no ar


Leve-me, leve-me para longe daqui
leve-me para o meu lugar,
a minha residência que se esconde em seu peito
o meu amado lar,
onde marquei o meu nome em todas as esquinas
do teu, do meu...
do nosso amado coração


E o sol raiou
tão puro e brando
que não cegou aqueles que desejavam ver
que o amor não estava apagado,
apenas estava guardado nas esquinas do coração
que agora não deixavam dúvidas
de que felicidade maior não há


Hoje…
o sol raiou...



Magno Pinheiro

19 outubro 2007

Cada pedaço de mim

Cada pedaço de mim


Cada pedaço de mim
agora transpassa um desejo...
sente falta do seu carinho
falta do seu anseio,
do seu seio...
que me acalmava quando estava por perto
que me enlouquecia, que me inquietava
que me fazia delirar...
e quando a sua boca
ah ! a sua boca...
quando essa, eu não podia tocar
a minha dor aumentava,
a minha decepção aumentava
a minha solidão aumentava...

A minha...a sua...
A nossa boca...

Elas se clamavam, se desejavam
e aos sussurros proclamavam
o que a respiração ofegante conduzia,
como em um início desesperado
como em um desejo retraído
o que por toda a vida não se podia evitar...
o encontro de duas almas famintas
pelo doce sabor dos lábios
que envoltos em uma líbido sem fim
saboreavam o doce sabor do pecado...

Elas se esfregavam, se tocavam
se amavam, se libertavam

O fôlego agora já não existia mais
as almas já habitavam juntas
se uniram, se amaram,
e da noite onde já não existia mais o luar
se fazia o dia, onde o sol já se fazia notar,
e agora cada pedaço de mim te deseja ainda mais
como um vício juvenil, como um amor primaveril
que não deseja ser apenas estação,
muito menos uma simples sensação
e que se deseja a cada vez mais
como a rocha que adorna fixa o solo
como o reflexo da lua que prateia o mar

Te desejo...e venero o agora
minha doce dama,
minha chama insana
que me incendeia e
que me faz delirar.



Magno Pinheiro

13 outubro 2007

Há um motivo

Há um motivo


Há um motivo,
para andar no escuro
para sumir em seu mundo
para negar as cores
para morrer e deixar de sonhar

Há um motivo,
tão só motivo
que tão sozinho abala
que tão sozinho sofre
que tão sozinho deseja estar

Há um motivo,
que deseja
que se entrega
que deseja
que sua lágrima não encontre o mar

Há um motivo,
que de tão sozinho
se perdeu no perigo
na prisão, no castigo
de esquecer o que um dia...

foi o brilho de seu olhar


Magno Pinheiro

18 setembro 2007

Caminhos

Caminhos


Tão triste, triste criança
separada do amor desde o dia em que nasceu
berço sem beira e nem cruz
vagueia pelo ventre da vida
de um caminho sem luxo, de um caminho sem luz

Corre pela estrada
e busca a ciranda
de um dia a menos, de um dia a mais
de um caminho sem luxo, de um caminho sem luz

Reata o destino
que carrega desde o útero
invólucro complacente
que leva a corda que enforca
e enforca o infortúnio
de um caminho sem luxo, de um caminho sem luz

De um caminho
De um caminho sem luxo
De um caminho sem luz
sem luxo...
sem luz...



Magno Pinheiro

17 setembro 2007

Sonhos, crianças perdidas

Sonhos, crianças perdidas



Sonhos, crianças perdidas na solidão
imagens distorcidas, sem definição
caminho distante, perdido, sem solução
logradouro da alma cigana que não se apega,
mas que não se desprende de um mito perdido,
de um olhar sem compreensão

Sonhos, crianças perdidas na solidão
veias sem sangue, sem cor
dissolvem-se em vão
doentio consolo em meio a escuridão

Sonhos, os tão sonhados sonhos
onde o choro persegue
onde tudo que é vivo morre
onde o fôlego se dissolve
onde a realidade abraça a ilusão

Sonhos...
os tão sonhados
sonhos

São apenas crianças perdidas...
perdidas na solidão.


Magno Pinheiro

26 agosto 2007

Minha Majestade

Minha Majestade


Ó rainha, minha majestade de beleza sem fim
quero sentir o teu gosto e o teu perfume em mim
meu laço de ternura, minha deusa em forma de candura
quero o teu corpo se curvando em mim

Pode sentir quando te toco ?
Quando o meu desejo te demostra como sou sincero
Quando o meu desejo te incendeia
Quando o meu desejo se tranforma no teu favo de mel

Pode sentir quando te venero ?
Quando rogo a tua presença,
quando o meu corpo se encontra entorpecido
Por uma beleza que não tem fim

Ó rainha, minha majestade de beleza sem fim
quero sentir o teu gosto e o teu perfume em mim
meu laço de ternura, minha deusa em forma de candura
quero o teu corpo se curvando em mim

Abençoado seja o seu sorriso
que despertou o meu instinto
de procurar por tua boca
e de me rastejar perdidamente em seus lábios

Abençoados sejam os seus olhos
que me guiaram até a sua alma,
que vertiginosa e irradiante
me levaram a um novo nível de prazer

Ó rainha, minha majestade de beleza sem fim
quero sentir o teu gosto e o teu perfume em mim
meu laço de ternura, minha deusa em forma de candura
quero o teu corpo se curvando em mim

Quero te sentir, mesmo que eu me perca
em suas curvas, em seus caminhos,
e no vício que se tornou o meu destino
de me embriagar em você...

Quero te sentir
minha rainha,
minha mastestade,
minha beleza sem fim.


Magno Pinheiro

31 julho 2007

Seja meu espelho, Seja meu amigo

Espelho


Seja meu espelho,
Seja meu amigo,
dê-me a segurança de saber que sou compreendido,
que cada passo dado não foi inventado ou ensaiado,
que cada escolha diante minhas ações
tiveram os teus olhos para me guiar
e que mesmo quando não os tiveram
eu sentia claramente, que
você estava lá

Seja meu espelho,
Seja meu amigo,
aquele que dentre tantos, sempre me ajudou a sorrir,
aquele que dentre tantos, nos momentos de tristeza,
nunca tentou me abandonar
aquele que dentre tantos e tantos sempre tentou
e achou fácil me entender

Meu espelho
que entre tantos e tantos
foi o meu espelho
foi o meu amigo.



Magno Pinheiro

21 junho 2007

Reflexo do Nada

Reflexo do Nada


Três sóis rasgaram o horizonte
criando um conto de amarga discórdia,
revelando o que um dia não se poderia revelar...
Em um olhar, em um cristal sem brilho,
em uma rocha sem vida, em um reflexo do nada...

Intemperança, fruto de um erro sem fim...
Como ousou tocar a íris que buscava
a mais pura das visões ?
Terreno sereno, onde a alma pode se manifestar sem medo
da opressão que o corpo a condenou

Como ousou ?

Seja eternamente amaldiçoado, por ter roubado
a luz de meus olhos...

Seja eternamente amaldiçoado, por ter roubado
a chama que ardia em minha existência...
Seja eternamente amaldiçoado, por ter roubado
de mim um tesouro na qual sustentei o meu céu...

Seja eternamente amaldiçoado,
eternamente,
pois agora sou
cria de minhas palavras
...
um eterno

amaldiçoado




Magno Pinheiro

14 junho 2007

Saudades

Saudades...



Até o momento em que tuas mãos
deixaram de acariciar o que havia em meu peito,
a história era escrita pelo prazer
que resplandecia em dois olhares,
que moldados por nossas carícias
formavam os pilares de um distinto altar

Altar esse, que oferecia aos olhos de quem o contemplasse,
com as mais soberanas especiarias
vindas das longínquas terras de nosso coração,
solo sagrado onde somente
o teu amor desbravador pôde alcançar...

O seu...

Ao eterno e passado amor...

Saudades...


Magno Pinheiro

13 junho 2007

Existe algum motivo ?

Existe algum motivo...


Existe algum motivo para o seu silêncio me recordar
que temos palavras escondidas em algum lugar
de nossa memória, de nossas antigas conversas ?
existe um lugar em nosso peito que ainda guarda um rancor
um veneno sem cor, de uma dor sem amor, um nada...?

Existe em nossa mente, um desejo descartável
uma agonia tão infindável, que aprecia os minutos que se passam ?
Existe uma certeza que apesar de transparente,
tão transparente, cerca algum momento que vivemos ?

Existe alguma certeza ?

Existe alguma certeza,
que por mais que se afirme,
possa se confiar ?

Existe alguma certeza ?


Magno Pinheiro

05 abril 2007

A Flor

A Flor


Quando a flor exala
pela primeira vez o seu perfume,
ela não se preocupa
em qual coração tocará primeiro

Não se preocupa
em que dia ou estação desabrochará primeiro
Não se preocupa se é dia ou noite,
Nem se é janeiro ou fevereiro

Ela apenas o é,
sem mais preocupações,
temores ou resistências

Ela apenas o é
uma flor,
para nós dois ou para mil

Uma flor que floresce em nosso peito
e que perfuma a nossa vida
flor que não é roubada,
muito menos vendida
e que só nasce em um campo
que foi arado em nossas investidas
que são puras e descontraídas :
o coração juvenil


Magno Pinheiro

29 março 2007

Ossos e Correntes, uma paixão além de uma prisão

Ossos e Correntes


Eu jurei, nunca me apaixonar novamente
mas o fiz e assim,
quebrei os meus ossos e correntes

Eu lutei,
contra as palavras que vão e vêm
e vivi em paz,
esperando mais do que um simples beijo

Não estou sozinho,
meus desejos estão além do ardor,
esqueço promessas vividas e recheadas de dor
acordo em teus braços sentindo o que um dia se foi
Não estou sozinho,
em meus braços sinta o ardor

Eu senti, os seus lábios
tocando os meus novamente
e sorri,
amei amar, amei sorrir

E agora que sei que posso me apaixonar
te entrego as batidas do meu coração,
antes um ninho vazio, sem acalanto ou amor
e hoje, é um palco onde a estrela é a paixão.

Não estou sozinho
meus desejos estão além do ardor,
esqueço promessas vividas e recheadas de dor
acordo em teus braços sentindo o que um dia se foi
Não estou sozinho,
em nosso toque, reviveremos o amor.

Magno Pinheiro

22 março 2007

Histórias ainda vivas

Histórias ainda vivas



Lendas sobre o que foi feito
em um passado não muito distante
teu sangue se espalhou pelo solo
e fez brotar uma rosa onde ao invés das pétalas
podia se ver um emaranhado de veias
delimitando a agressão que foi roubar a sua vida

Um dia a mais em meu jardim...

Esquecido pelo tempo se não pela rosa
o carmim que ostentava nada mais era
que o seu vistoso sangue que um dia fluiu
em veias vívidas e oscilantes que faziam
parte de sua lenda, sua história

Um rio, que cavei em algum lugar...

Enquanto cavava por lembranças
nada mais do que um rio pude encontrar
sua água era turva e sem vida e o seu tom
não me era estranho, mas sim familiar,
era o vermelho que um dia conheci
e que de minhas veias deixei escapar

Reencontrei histórias ainda vivas...

E por anos a fio, tentei reencontrar
aquele maldito dia que eu não pude evitar
a tragédia estava marcada
com data, horário e lugar
e por anos seguidos percebi,
eu não pude te evitar...

De uma doce promessa...

E se pela terra troquei o meu sangue
e se por histórias troquei promessas,
te banhei com um pedaço de minha vida
e agora vives como minha doce promessa
De um amanhã a dois
não há mais o que lamentar
viva dentro de sua morada
e abrace aquela que dentre todas
não irá te rejeitar

Um dia a mais em meu jardim...
um rio, que cavei em algum lugar...
Reencontrei histórias ainda vivas...
De uma doce promessa...
que não irá me abandonar...

Magno Pinheiro